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	<title>Estado Crônico &#187; Crônicas engraçadas</title>
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		<title>Lente Macro</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify">O corpo foi encontrado poucos minutos passados da meia noite. Uma barata, não identificada, em meio ao gramado da quadra. A primeira formiga que por ali chegou não soube apurar a <em>causa mortis</em>, mesmo após verificar em detalhes o corpo e observar a existência de um ferimento corto-contuso no ventre da vítima.</p>
<p align="justify">Apesar da prudência e dos cuidados investigativos naturalmente exigidos pela gravidade do caso, a formiga não se interessou por aguardar a polícia técnica e, com vistas a evitar o formigueiro concorrente, chamou suas amigas para iniciarem juntas o trabalho de remoção.
</p>
<p align="justify">Em minutos, um silencioso cortejo fúnebre cruzava o gramado. Equilibrado no alto de cuidadosas operárias, o corpo era levado ao sepulcro final na entrada do formigueiro. Mas, anunciada com breves gotas, uma chuva torrencial lavou o caminho longo e tortuoso da coveiras do jardim. E onde antes era apenas grama, surgiram rios caudalosos e fendas abismais. O complexo trabalho de engenharia necessário para vencer os obstáculos passou a ser observado ao longe por um interessado roedor, cuja gula só foi afastada em virtude do gato errante, morador perene da região e chefe da quadra.</p>
<p align="justify">No entanto, o primeiro raio de sol despertou um bem-te-vi de seu recluso galho no primeiro andar da mangueira. Os olhos treinados avistaram a trilha de formigas carpideiras. E, antes que elas chegassem à proteção de seus escuros túneis, com uma revoada, dois passinhos e uma bicada, o corpo-troféu, voou carregado pelos ares, esvaziando todo os esforço da madrugada empenhado pelo forte corpo operário do formigueiro.
</p>
<p align="justify">Durante o dia, as empregas, as estudantes uniformizadas, as estudantes não uniformizadas, os engravatados das autarquias, o zelador, os maconheiros vespertinos, a equipe de cortadores de grama, o pessoal da capoeira, o entregador de móveis atrasados, ninguém percebeu o movimento insignificante do gramado, todos afogados em seus pensamentos de grandeza, muito maiores que o universo inteiro.</p><div class="shr-publisher-873"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2012%2F01%2Flente-macro.html' data-shr_title='Lente+Macro'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Conto de Fadas</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 10:45:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ninguém, em rápida análise, tem dúvida do que seja um conto de fadas. Princesa encontra príncipe, normalmente na forma de algum animal nojento. A bruxa, movida por algum sentimento vil, tenta de alguma forma acabar com a alegria dos dois. Uma fada, de coloridas asas semi-transparentes, utiliza a varinha de condão para dar uma ajuda [...]

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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><a href="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fada-triste.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="fada triste" border="0" alt="fada triste" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fada-triste_thumb.jpg" width="244" height="187" /></a>Ninguém, em rápida análise, tem dúvida do que seja um conto de fadas. Princesa encontra príncipe, normalmente na forma de algum animal nojento. A bruxa, movida por algum sentimento vil, tenta de alguma forma acabar com a alegria dos dois. Uma fada, de coloridas asas semi-transparentes, utiliza a varinha de condão para dar uma ajuda ao casal. Por fim, a bruxa se estrepa e vira uma poça de matéria orgânica derretida, pois parece ser este o destinho reservado às bruxas, e a vida segue no “felizes para sempre”.</p>
<p align="justify">Com alguma mudança na ordem dos acontecimentos e inversão de personagens, assim se passa um bom conto de fadas. Coisa que parece simples. Tão simples que o sonho de quase todo mundo é viver um, mudando, no máximo, “felizes para sempre” em “até que a morte os separe”. Tanto melhor se a bruxa pegar leve na história e evitar areia nos olhos e soco abaixo da cintura, tornando a vida dos pombinhos mais fácil.</p>
<p align="justify">Paradoxalmente, todavia, certos conceitos são bem mais difíceis de serem entendidos quando dissecados para a compreensão. Pois, veja-se que alguns contos de fadas são coisas mesmo estranhas. Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, caminha pelo bosque bem sozinha para encontrar a vovozinha e, até onde consta, não usa chapéu, mas sim um capuz vermelho. Já Cinderela era a infeliz proprietária do pé mais disforme de todo o reino, pois seu sapato não servia em rigorosamente mais ninguém do lugar. Aliás, o trabalho do seu príncipe, de ir de pé em pé a todas donzelas do vilarejo, seria facilmente simplificado por uma consulta ao sapateiro do lugar, cuja memória dificilmente ignoraria tão exótico membro.</p>
<p align="justify">Mas os mais estranhos, de longe, são os contos de fadas <i>sem </i>fadas. João e o Pé de Feijão, João e Maria, A Bela e a Fera e a própria Chapeuzinho Vermelho. Todos contos de fadas privados daquela que é, em tese, a dona da história. Mas, então diga a prezada <a title="leitora imaginária" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitora imaginária</a>, grande conhecedora dos mistérios narrativos, onde está a magia de uma história sem fadas? Abundam bruxas, caldeirões ferventes, gigantes enraivecidos e lobos de olhos grandes e nós aqui, por nós mesmos, sempre a caça de soluções mundanas? Para mim, não dá.</p>
<p align="justify">Assim, doravante, sou defensor pela reserva de mercado para as fadas nas narrativas mágicas. Basta de histórias com caçadores disfarçados de salvadores de donzelas. Ou do realismo exagerado de lançar velhinhas no forno quente. Sei, claro, que as fadas não precisam do meu esforço, pois sabem resolver seus problemas sozinhas. Ainda assim, insisto que as histórias cheias de felicidades, arco-íris e potes de ouro são exclusividade delas, com seu vôo leve, impulsionado por asas de borboleta. </p><div class="shr-publisher-851"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F11%2Fconto-de-fadas.html' data-shr_title='Conto+de+Fadas'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>De mau com o tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 11:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Briguei com o tempo. Estamos de relações cortadas até última ordem, mas, creio, nosso rompimento será definitivo. A bem da verdade, nossa relação não foi das mais harmoniosas, como podia parecer a quem olhasse de fora a vida deste cronista (atenção especial à etimologia da palavra!). Mas, diante dos últimos acontecimentos, parti para uma solução [...]

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<p align="justify">Não se engane o leitor imaginário, com idéias de que se trata de mais um daqueles pequenos desentendimentos, típicos de relacionamentos longos, como o que tivemos nos últimos trinta anos. Não é uma briguinha como quando ficamos preso no trânsito e o tempo até a hora do vôo parece passar rápido como nunca. Coisa esquecida logo quando se senta na cadeira do avião.</p>
<p align="justify">Infelizmente, nossa briga foi mais grave. E, em como todo desentendimento, a culpa foi não foi minha. Pois, estive sempre acostumado a uma passagem do tempo em um ritmo, que se era tão lento como eu gostaria, tampouco era uma flecha que transforma o mundo em um borrão. </p>
<p align="justify">Mas então, confiando na constância do tempo, coloquei-me a esperar um grande acontecimento. Nada demais, três semanas e já estaria tudo resolvido. Sentei-me confortável no sofá, abri um livro, virei para o lado, mirei forte os olhos do pai tempo e disse-lhe, “faz seu trabalho daí, que eu fico quietinho por aqui”. Ah! Mas, como um cachorro que sente seu medo, ele percebeu a ansiedade no meu sorriso disfarçado. E desde então, passou da maneira mais devagar possível. Melhor, estancou, por pura provocação. Minutos arrastam-se pesados, horas viram dias e semanas, meus caros, são tão grandes que cabem dentro de si mesmas. Qualquer atividade que, antes, tomava horas, subitamente agora parece se completar em um instante, só para me deixar com cara de bobo entendiado. </p>
<p align="justify">Então, pergunto aos meus <a title="leitores imaginários" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitores imaginários</a>. Que fazer diante de tamanha malícia do tempo? Briguei, feito criança mimada. Não converso, não mando bilhetinho e, se ele ligar me procurando para fazer as pazes, não atendo. Agora quero que o tempo viva na dele, passe no ritmo que bem entender e vá atazanar a vida de outro. Mas claro, sei que provavelmente terei que, cedo ou tarde, me reconciliar. Afinal, o grande mistério de uma vida feliz passar por fazer durar lento o tempo de um beijo e acelerar a sua passagem na fila do banco.</p><div class="shr-publisher-835"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F10%2Fde-mau-com-o-tempo.html' data-shr_title='De+mau+com+o+tempo'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 12:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 2px 2px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Walrus Goo Goo G&#39;Joob" border="0" alt="Walrus Goo Goo G&#39;Joob" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/09/walrus_747_600x450.jpg" width="244" height="172" />O <a title="leitor imaginário" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitor imaginário</a>, internauta que é (e se não fosse, aqui não estaria), já deve, em algum momento de sua existência virtual, ter sido obrigado a criar por aí seu tal “perfil” em uma rede destas que andam na moda. E deve ainda saber, se não é dos mais novatos no assunto, que a coisa é antiga para quem anda, há mais tempo, tomando bronzeado de luz azul na frente do monitor. </p>
<p align="justify">Certo é que, antes de James Cameron inventar seus bichões azuis, esse esforço de criar um <i>avatar </i>em outra dimensão já era coisa recorrente para os internautas. Pois, mesmo com a mais avançada tecnologia astronáutica da rede, você só existirá no mundinho virtual se projetar sua personalidade para ele, preferencialmente de alguma maneira mais ou menos controlada. </p>
<p align="justify">Claro, poliram a brincadeira com o tempo. No período pré-cambriano da Internet, quando o IRC era a coisa mais moderna da galáxia, sua liberdade criativa para formar o avatar se limitava à escolha de um nome, o bom e velho <i>nickname</i>. Eu, como sou fã dos Beatles e meio maluco (olha a redundância!), auto proclamei-me <i>Walrus</i>, em referência direta à música (goo goo g’joob) e indireta à <i>Lewis Carol</i>. Bom, era só um nome. Todavia, com uma meia dúzia de linhas de bazófia, tinha-se um personagem, meio esquisito, mas pronto para usar, na chatesfera.</p>
<p align="justify">Hoje a coisa “evoluiu” bastante. Você preenche um breve cadastro na rede, que lhe pergunta apenas nome, sobrenome, estado civil, CIC, cor do olho direito, hobby, filmes preferidos, passagens prediletas do <i>Grande Sertão Veredas</i>, angulação do estrabismo ocular, circunferência do dedo anelar (direito e esquerdo, afinal o estado civil pode mudar), quantidade de tempo que equilibra um cabo de vassoura no indicador e comprimento do antebraço. Com estes pequenos questionamentos, acrescidos à possibilidade de colocar a foto do papagaio da vizinha, filme com o batizado do primo do cunhado e todas as delícias do compartilhamento digital, é de se esperar que seu lindo perfil do lado de cá corresponda mais com o que temos do lado de lá (estejam <i>cá</i> e <i>lá </i>onde você, leitor, preferir).</p>
<p align="justify">Mas isso não acontece.</p>
<p align="justify">Por mais estranho que seja, enquanto mais ricos de possibilidades, creio que nossos avatares cada dia se parecem menos conosco. Seja lá por qual mistério do misticismo eletrônico, mesmo com meu esforço em fazer um perfil do <i>Twitter </i>e do <i>Facebook, </i>honesto e sincero, que reflita minha cara, a coisa desanda. Quanto mais cera se passa, mais embaçado fica. Olho os demais perfis, comparo as pessoas conhecidas com sua personalidade eletrônica e, ao fim, concluo que não conheço mais ninguém.</p>
<p align="justify">Há duas possibilidades para o fenômeno. Em <i>Olhai os Lírios do Campo</i>, o protagonista afirmava gostar de dirigir à noite, pois, com a redução de informações, a estrada ficava mais nítida. Talvez seja isso. Só com nome e idéias em um monitor de fósforo verde, era mais fácil ser sincero. Por outro lado, creio que, hoje, universos virtuais e reais já se misturaram faz tempo. Não dá mais para separar a realidade do que há através do espelho. Assim, as pessoas na Internet são as mesmas fora dela. E eis o problema. A simulação é feita de carne e osso, bem aqui no mundo das saudações forçadas e beijinhos protocolares. Se a sinceridade é virtual, a falsidade é verdadeira.</p><div class="shr-publisher-828"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F09%2Favatar.html' data-shr_title='Avatar'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Desculpa esfarrapada</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 00:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 5px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="" border="0" alt="Monalisa, como todos sabem, estava pensando em uma desculpa para não ir ao show do Jorge Vecillo." align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/08/monalisa.jpg" width="185" height="244" />Sábado à noite, a TV a cabo, por algum motivo misterioso, sintoniza-se por conta própria naquele filme gostoso de ser assistir com preguiça. Lá fora, a chuva fina convida o cobertor a namorar a pipoca quente sob o sofá macio. Tudo perfeito, não fosse o convite para comemorar o aniversário do concunhado em um barzinho sen-sa-cio-nal, com direito a voz e violão interpretando todos os melhores sucessos da Música Popular de Elevador.</p>
<p align="justify">Um comichão começa do lado esquerdo do peito, onde os cientistas já comprovaram ser a região responsável consciência pesada. Claro, a cura imediata para o problema seria levantar, esquecer o filme, vestir roupas compatíveis com uma expedição para o Everest e curtir a valer aquela versão de “Monalisa”, do Jorge Vercillo, cuja existência é lembrada apenas pelos cantores de bar. Mas, como nos ensinou o velho Sidarta, há o caminho do meio. A solução que evitará o constrangimento de recusar o oportuno convite do concunhado e, ao mesmo tempo, deixará aproveitar a companhia da pipoquinha com cobertura de lã de carneiro.</p>
<p align="justify">Eis o momento quando a cabeça se contorce na busca da desculpa perfeita. O Santo Graal de todos os aqueles que não compram presente de aniversário para a namorada, faltaram a aula de inglês para ficar jogando Civilization ou perderam a hora no trabalho, após serem seduzidos um milhar de vezes pela função soneca do celular. Pois, arrumar desculpa é uma das mais difíceis artes do manual da cara de pau social. Ela deve ser algo cuja ocorrência é provável, mas, ao mesmo tempo, inesperada. Um evento crível, sem perder o caráter de surpresa, típico do anedotário do cotidiano extraordinário. Verdade que há desculpa pronta para uma série de situações. Ao atraso, entrega-se sempre o trânsito, o grande vilão das metrópoles. Às dores de cabeça noturnas (“essa sinusite ainda acaba comigo”) são escusas aos compromissos desagradáveis. Já a falta tempo para protelar qualquer obrigação advogada pelo <em>superego</em>, mas há muito jogada para o último grau de prioridade pelo <em>id</em>.</p>
<p align="justify">O problema é que dar desculpa, como qualquer coisa que exija alguma arte, no começo é difícil, mas, depois de algumas poucas vezes, já se entranha na pessoa e vira hábito. A partir de então, o sujeito fica desleixado com a vida, na crença que, qualquer coisa que aconteça, uma desculpinha livrará a situação. Passa a ser um desculpeiro, uma espécie que, eu garanto, qualquer leitor é capaz de identificar um ou dois em seu circulo de amigos imaginários.</p>
<p align="justify">Assim, se não há como viver na utopia de um mundo de sinceridade completa, também não nos deixemos seduzir pelo comodismo da auto condescendência. Pois, no processo de jogar na turma que te espera ao som do Jorge Vercillo a culpa pela noite estragada, a desculpa só tem o objetivo de tirar de nós o inexplicável peso que há na insistência de ser honesto consigo mesmo. Portanto, da próxima vez que o telefone tocar, seja sincero e diga “hoje não dá, preciso aguar meu canteiro de alecrim”. Afinal, desculpa para ser rabugento não existe.</p>
<p align="justify">P.S.: Sim, este texto surgiu enquanto eu buscava uma desculpa para não ter publicado nada semana passada. </p><div class="shr-publisher-813"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F08%2Fdesculpa-esfarrapada.html' data-shr_title='Desculpa+esfarrapada'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Chatice</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 11:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<p align="justify">A bem da verdade, dizer-se chato é muito pouco, pois, como todo representante do gênero, entendo que a chatice pode ser classificada em diversas vertentes, cada qual com sua nuance mais evidente, mas igualmente desagradável, em todas das quais eu consigo incorrer, desde já me enquadrando no chato sistemático, com mania de classificar tudo. </p>
<p align="justify">Há, por exemplo, o chato monotemático. Já consigo ver o <a title="leitor imaginário" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitor imaginário</a> lá do fundo da sala, de braço levantado empolgado, que se enxergou na categoria. É, você mesmo que só consegue falar dos filhos, do marido/esposa, dos Beatles, da novela da Globo, de futebol, ou, especialmente, de si mesmo. Aliás, a última categoria, do chato egocêntrico, merece um capítulo todo para ela no Grande Manual da Chatice Crônica, ainda a ser escrito.</p>
<p align="justify">Em seguida, surge uma categoria meio nebulosa de chatice. O chato feliz. Trata-se daquela criaturinha irritante que está alegre, faça sol na constelação de leão ou chuva ácida de canivete. Suspeito de qualquer pessoa que permaneça sempre feliz, especialmente daqueles que acordam cedo segunda-feira, com um sorriso nos lábios e saem para dar um “exerciciozinho”. É o chato pegajoso, que te conta sempre a mesma piada e ri sozinho. Há, por óbvio, o oposto extremo, o chato infeliz, que, por mais que lhe caiam mil bênçãos do céu, vai reclamar sempre da artrose no mindinho esquerdo do pé. Aí, que saco é isso&#8230;</p>
<p align="justify">Todavia, em que pese toda a má fama dos chatos, não são eles nem um pouco piores que os legais. E, vez ou outra, desconfio que o mundo só caminhe para a frente porque algum chato viu um defeito onde ninguém mais enxergou, reclamou em uma fila onde todos estavam calados, brigaram na hora em que todos fingiram que não viram. Mas, claro, isto tudo é desculpinha furada para justificar o injustificável. Porque, afinal, chato que é chato não tolera autoindulgência</p><div class="shr-publisher-800"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F07%2Fchatice.html' data-shr_title='Chatice'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 11:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><a href="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Calendario.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 5px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Calendario" border="0" alt="Calendario" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Calendario_thumb.jpg" width="297" height="168" /></a>Os sábios historiadores já estabeleceram que os calendários foram criados para marcar eventos futuros. Na atribulada vida dos povos antigos, era sempre necessário agendar o dia do próximo festival de defenestração de idosos no magma quente ou a data correta para fazer feitiços com folhas de alecrim. Mas não demorou muito até o primeiro usuário da recém lançada invenção desvirtuar sua utilidade e começar a consolidar datas importantes. Registrou ali o abate do primeiro mamute, a descoberta da útil lâmina de pedra e a data de nascimento de cada um de seus rebentos.</p>
<p align="justify">Na dualidade entre o passado e futuro, as datas evoluíram. Em verdade, muito pode ser dito das pessoas de acordo com sua relação com o calendário. Algumas, como eu, eventualmente se esquecem por meses a fio de virar as folhas dos meses anteriores e ficam agarradas a um eterno janeiro, que naturalmente grande, estende-se infinito no tempo não passado. Outras, por outro lado, anotam seus compromissos nas folhas dos meses ainda por vir, às vezes com anexos de <i>post-it</i>, e tornam o calendário uma agenda multicolorida de projeções sonhadoras para o futuro.</p>
<p align="justify">Verdade que invejo discretamente um grande amigo meu. Desapegado das datas e, mais importante, com a cumplicidade da cônjuge, ele não lembra sequer do aniversário de casamento (11 de outubro de 1997). Se o passado não passa, também não há porque lhe construir um relicário e pode-se ter a chance de uma catarse mensal ao arrancar a folha do mês que se foi. Por outro lado, há algo agradável em ver um calendário recheado de lembranças, com a possibilidade de viver uma festa de desaniversário por dia.</p>
<p align="justify">Na insolúvel disputa de atenção entre as folha passadas e futuras do calendário, só vejo uma solução. Sugiro ao <a title="leitor imaginário" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitor imaginário</a> que, neste exato momento, feche os olhos e, sem consultar qualquer auxílio externo ou parar a leitura do presente texto, tente recordar a data de hoje. Não sabe? Pois deveria. Por menos que se esteja esperando qualquer surpresa ao longo do dia e a tendência seja a queda da atual data no olvido eterno da rotina, hoje pode ser uma daquelas lembranças a serem guardadas em algum canto iluminado do memória, ao lado do dia em que levou um tombo estrondoso de bicicleta (27 de janeiro de 2000) ou quando resolveu que o avião não era mais um meio de transporte seguro (21 de agosto de 2009). A revolução do presente é sempre histórica.</p><div class="shr-publisher-792"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F07%2Fque-dia-hoje.html' data-shr_title='Que+dia+%26eacute%3B+hoje%3F'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Descubra quem voc&#234; &#233; em 3 minutos</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 12:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><a href="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Gato-Leao.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 5px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Espelho, espelho meu, existe alguém mais gato do que eu?" border="0" alt="Espelho, espelho meu, existe alguém mais gato do que eu?" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Gato-Leao_thumb.jpg" width="172" height="244" /></a>Houve um tempo em que eu, muito espertamente, abria qualquer revista e, tão logo me deparasse com o teste de personalidade, desses de múltipla escolha, fazia sem questionar. “Quem você seria no universo Marvel?” (Homem-aranha); “Qual tipo de namorado você é?”(Tipo esforçado); “Que animal das savanas africanas você seria?”(Hiena), “Qual o tipo de embarcação adequada para você”(Veleiro).</p>
<p align="justify">Não sei o que aconteceu para o desaparecimento dos testes. Talvez eu não abra mais revistas. Mas eles deixaram saudades. Uma série de perguntas e, sem muito esforço, você tinha resposta para questões existenciais que, de outra forma, poderiam arrastar sua mente para o submundo da psique, do qual dificilmente se volta, Chapeleiro Maluco que o diga. Com a vantagem que, ao fim, ainda havia umas sugestões para você melhor seu comportamento e se sair melhor no <em>tête-à-tête</em> da interação social. Por exemplo, se no teste para se qualificar como personagem da Disney, a vítima fosse eleita o Pateta, seguiria uma dica do tipo “Tente parecer menos idiota quando ri e evite a companhia de ratos que falam”. Sempre algo extremamente objetivo, de aplicabilidade imediata.</p>
<p align="justify">Todavia, a necessária simplicidade dos testes de personalidade não combinava com um apurado sistema de pesos e contrapesos na avaliação pelos caminhos marginais do auto conhecimento. E, como sempre há aquelas pessoas apaixonantes, que se dizem inclassificáveis, complexas, profundas e difíceis de agarrar, não raro acontecia um empate. Nesta hipótese, o leitor poderia ser classificado ao mesmo tempo como Brontossauro e Pterodátilo (“Qual dinossauro você é?”). Algo frustrante para quem mergulhou em seu interior na busca do seu próprio <strong><em>EU</em></strong>. Por outro lado, um exercício de imaginação, no mínimo, curioso.</p>
<p align="justify">Sei que o leitor super intelectualizado e moderno que habita a Internet pode torcer o seu nariz digital para um sistema tão antigo. Mas é inegável que os tais testes de personalidade cumpriram uma papel fundamental de autodescoberta, para adolescentes de quinze anos, pacientes entediados em consultórios médicos e fãs de quadrinhos com aspirações a super-heróis. Sem eles, dificilmente teríamos por aí tantas reencarnações de ciganos, Cleópatra e gladiadores (“Quem você foi na última encarnação?”). E mais. O Facebook perderia metade de seus aplicativos.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">P.S.: Não achei nenhuma figura de um Brontossauro misturado com Pterodátilo para ilustrar o texto. Mas a imagem me persegue há dias. Não sei mais o que fazer. Cada vez que olho para cima, enxergo a criatura passando, com suas asas membranosas. Infelizmente minha habilidade como desenhista não ultrapassa bonequinhos de palitos, que ficam tortos. Assim, não posso transcrever no papel minha visão. </p>
<p align="justify">Então, se um leitor talentoso se habilitar, pode mandar o desenho, criado a partir de sua imaginação. Assim, pelo menos, poderei dividir meu transtorno com a coletividade. Se não ameniza, ao menos consola. </p><div class="shr-publisher-779"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F06%2Fdescubra-quem-voc-em-3-minutos.html' data-shr_title='Descubra+quem+voc%26ecirc%3B+%26eacute%3B+em+3+minutos'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Um casamento real</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 11:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<p align="justify">Mas a urgência dos preparativos não vai ofuscar a beleza da ocasião. O único pesar da noiva é o escalafobético horário em que se realizará a cerimônia religiosa, sexta-feira pela manhã. Quem consegue ir a um casamento nesse horário? Tudo culpa da indisponibilidade da igreja da comunidade, cujos “sábados à noite” já estão reservados até a próxima era glacial. Só mesmo a boa consideração gozada pela avó do noivo, Dona Bete, para atrair mais convidados a festança.</p>
<p align="justify">Após “o religioso”, os noivos vão comemorar com um almoço, no salão quase ao lado da igreja. O cardápio ainda não foi revelado à imprensa, em boa parte porque ninguém da mídia perguntou. Estima-se que não será algo tão pesado como uma feijoada, porque muitos dos convidados ainda vão para o serviço depois da festa. Ainda assim, é garantido que terá cerveja e, para o brinde, suficiente Sidra Cereser. As personalidades mais ilustres da comunidade vão comparecer e espera-se até mesmo a visita de um ou dois parentes de Minas.</p>
<p align="justify">Já casados, os dois pombinhos vão morar em um puxadinho na casa da Dona Bete. O ninho de amor está quase pronto. Falta pintar as paredes, ainda só no reboco, e colocar tampa na privada. A vida não será fácil, como, aliás, sempre se espera de um casal que mora tão próximo da avó do noivo, que o criou e é quase uma sogra para Queite.</p>
<p align="justify">E a você, que no início do texto escarneceu o evento, agora se sente preterido por não ter recebido um convite para o casamento, logo elucido que a honraria não é para qualquer um vivente. Para receber l&#8217;invitation, é necessário ter os pés bem presos na vida real e maravilhar-se ao testemunhar a coragem dos dois em enfrentar todas as pias de louça para lavar, as febres da criança que está por vir e o mês que insiste em ser maior que o salário. Será difícil, mas, ainda assim, ou talvez por isso mesmo, será bonito e, pode até se dizer, gratificante, enxergar aqui mesmo, do lado de cá da tela, a eterna “ânsia da vida por si mesma”.</p><div class="shr-publisher-755"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F04%2Fum-casamento-real.html' data-shr_title='Um+casamento+real'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Aula para leitores estrangeiros</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 16:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><a href="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/04/congestionamento.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 7px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="congestionamento" border="0" alt="congestionamento" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/04/congestionamento_thumb.jpg" width="244" height="234" /></a>Os poucos <a title="leitores imaginários" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitores imaginários</a> não devem saber, mas este blog possuiu <strike>muitos</strike> <strike>alguns</strike> <strike>poucos</strike> <strike>quase nenhum</strike> uns dois leitores que vivem fora do Brasil. Por esta razão é muito oportuno, vez ou outra, explicar algum dos hábitos tipicamente tupiniquins para a massa de leitores que vivem além de nossas fronteiras. Entre eles, o querido feriadão, figura talvez única na cultura mundial.</p>
<p align="justify">Talvez o Japão não possua feriados, o que provavelmente explica o excesso de terremotos que aflige o país. Mas se há algum lugar que não goze dessa pausa no cotidiano, logo aviso, eles não sabem o que estão perdendo. É fundamental para manter a sanidade do povo eventualmente parar de trabalhar, estudar e fazer as ditas coisas úteis da vida para, sem uma razão aparente, calçar chinelos com meias e colocar-se a jogar <i>ping pong</i> mental com qualquer ocupação frívola.</p>
<p align="justify">No entanto, se todo lugar tem seu feriado, palavrinha simples e sem complemento, só o brasileiro leva a coisa tão a sério a ponto de criar o feriadão. Por motivos desconhecidos tanto do Papa Gregório quanto de Tiradentes, quando escolheu o dia de seu esquartejamento, o feriadão é a união de dois feriados a um final de semana. E se a fusão não ocorre, por um capricho do calendário em colocar uma sexta-feira útil no meio da diversão alheia, nós passamos o ano inteiro elaborando ferramentas para possibilitar a perfeita operação do ócio criativo.</p>
<p align="justify">E o nosso desavisado leitor estrangeiro já deve se interrogar o que fazemos com tanto tempo de ócio em meio uma vida útil. Pois é aí que mora a grande ilusão. Tomados por um transe, todos os brasileiros resolvem viajar ao mesmo tempo e desfrutam de uma experiência única. Estradas, aeroportos, rodoviárias e praias se tornam lugar para celebrars a alegria que é ser brasileiro. </p>
<p align="justify">Assim, caso você seja um dos leitores estrangeiros, agora está mais integrado com a cultura de nosso país. Caso queira visitar estas terras, dê antes uma olhada no calendário brasileiro e procure as datas vermelhinhas. Se elas estiverem agrupadas, agende sua visita para este período e tenha o prazer de ver a mais típica festa brasileira!</p><div class="shr-publisher-749"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F04%2Faula-para-leitores-estrangeiros.html' data-shr_title='Aula+para+leitores+estrangeiros'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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