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	<title>Estado Crônico &#187; Textos divertidos</title>
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		<title>You know my name, look up my number</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 18:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify">Houve uma época que este escriba passava longas tardes macias entre masmorras e dragões, brincando no que o mundo se acostumou a chamar de Role Playing Game. Mais do que a aventura vivida no universo imaginado do jogo, fascinava-me a criação dos personagens de tal forma que a coisa toda para mim tornou-se um grande catálogo telefônico, cheio de nomes e números, mas com muito pouca história.</p>
<p align="justify">À <a title="leitora imaginária" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitora imaginária</a> não-nerd, explico como era feito o processo de divinamente gerar um personagem a partir do barro de idéias. Primeiro, era dado ao jogador um certo número de pontos, a serem distribuídos em atributos básicos. Força, destreza, inteligência e carisma, por exemplo. A idéia principal era esboçar alguma personalidade nestas características, evitando um psdbista equilíbrio de pontos. Você queria se transformar em um grande gênio? Gastasse lá uns bons pontos em inteligência. Ou a vontade era de um personagem com mais lábia que o Silvio Santos? Invista no carisma e vá convencer leão à dieta vegan. </p>
<p align="justify">Mas a coisa não termina aí, pois ainda falta o tempero. Com os pontinhos restantes, o personagem ganha algumas qualidades especiais. Facilidade para aprender idiomas, por exemplo, custa uns pontos, mas transforma o sujeito em um poliglota natural. Todavia, como o cobertor é curto, você deve querer acrescentar alguns defeitos à pessoa imaginada. Assim, coloca-lhe uns desvio de caráter que lhe dão um saldo de pontos, a serem usados em mais vantagens. Eu, por exemplo, adoro a teimosia de meus personagens, hábeis em encasquetar com uma mania até o fim da aventura. Mesmo problema, aliás, que lhes obrigava a tentar convencer todos sobre suas opiniões.</p>
<p align="justify">Fato é que sempre achei os personagens de RPG parecidos com os humanos. Vejo por aí que somos meio assim, cada um com um acréscimo de características, qualidades e defeitos, que ao fim, resultam em um somatório de pontos. Mas, se no RPG, todos possuíam um mesmo saldo formidável para gastar na distribuição, os humanos possuem cada uma quantidade reduzida de pontos. Assim, para múltiplas qualidades, surgem defeitos aqui e acolá. Claro, há quem seja capaz de apreciar Bergman e escalar o Everest, imparidade apaixonante de características, que merece ser logo registrada.</p>
<p align="justify">E, como o Estado Crônico é nada e um pouco de tudo ao mesmo tempo, arrisco-me a deixar aos doutos leitores um conselho daqueles de livro best-seller, para quem busca de realização pessoal, profissional, social, emocional e dinheiral. Descubra seu número. Os defeitos parecem menos pesados quando surgem como custo de outras habilidades. E, se no caminho prateleira de auto-ajuda, você tropeçar com uma pessoa que tenha exatamente seu número, não saia mais do lado dela. Mas não se esqueça de correr na ficha do personagem e acrescentar como bônus o item “sorte” a sua lista qualidades.</p><div class="shr-publisher-871"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2012%2F01%2Fyou-know-my-name-look-up-my-number.html' data-shr_title='You+know+my+name%2C+look+up+my+number'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>2012 descendo a ladeira</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify">Então está aí o <a title="leitor imaginário" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitor imaginário</a>, já no fim da primeira-semana-do-ano, portador orgulhoso de sua lista de planos para 2012, cheia de clichês, mas feita no capricho. Lá estão, com quadradinhos na frente para serem ticados conforme a tarefa for cumprida, os mais aspirados desejos do ano. Pagar a academia para não malhar, malhar a academia para não pagar, não pagar a academia para não malhar e, sendo esta a última hipótese, no insucesso das demais, pagar a academia para malhar. Ah! Mas, corpo são, mente sã. Assim, assoma-se às atividades físicas o plano de engrandecer-se intelectualmente. Planeja o leitor adicionar a seu já vasto cabedal literário uma série de leituras, todas aptas a iluminar o caminho da sabedoria.</p>
<p align="justify">Sorte de meu leitor imaginário, com seus planos prontos. Pois o escriba, assoberbado nessa coisa toda de viver, comer, trabalhar e ir ao zoológico no domingo dar pipoca aos macacos (não pode, mas eu o faço por respeito às referências musicais), ainda não teve uma mísera réstia de tempo para reduzir a termo todo os planos para o ano seguinte.</p>
<p align="justify">E assim vai que o ano, começado meio desplanejado, em neologismo impróprio, grifado de vermelho pelo editor de textos, seguirá em ritmo acelerado e, antes que se possa afirmar, com habitual tradição, que o ano-está-passando-rápido-demais, eu ficarei encalacrado entre os afazeres, sem poder determinar, com aquele sábio distanciamento temporal preventivo, quais serão minhas próximas atitudes.</p>
<p align="justify">Assim, as coisas mais simples e modorrentas se misturarão com as mais complicadas e maneirosas. Colocarei nos planos viajar para o Nepal, mas não sem antes consertar a torneira do banheiro, cujo gotejar sem fim me faz engolir um nó de culpa todas as vezes que alguém alarma o fim dos mananciais de água doce no mundo. Tentarei salvar a Mata Atlântica, mas antes preciso lembrar de responder todos as mensagens dos leitores do Estado Crônico (infelizmente poucos, razão pela qual a tarefa não deveria ser absorvida pela falta de tempo).</p>
<p align="justify">E no campo literário a bagunça se fará melhor e maior. Grande Sertão Veredas aguardará sua vez de leitura. Todo satisfeito, abrirá seus bracinhos de papel em pedido de colo num sofá confortável, na tarde preguiçosa de um sábado que não existe. Nonada. Casa Grande &amp; Senzala finalmente desempacará da fila ou persistirá em sua situação de melhor livro ainda não lido? E, finalmente, os, até agora 5, tijolos de Crônicas de Fogo e Gelo ainda pretendem ter uma chance, mais pelo burburinho do que pela vontade do cronista.</p>
<p align="justify">E com tudo, last but not least, para não deixar o leitor apreensivo e irritado com o anglicanismo bobinho, há sempre o plano de manter o Estado Crônico atualizado como um periódico eletrônico de fofoca de celebridades, com mais posts do que lista de discussão sobre política e um estoque de crônicas que faria de Nelson Rodrigues um invejoso escrivinhador. É bastante coisa. Tudo bem bagunçado e sem prioridades. Na mistura, viram os planos e metas meros pactos de diretrizes, repletos de contradições. E se o leitor goza da felicidade de uma listinha de fim de ano, o cronista prosseguirá no dia a dia, a vida de improviso, com quem atravessa a rua fora da faixa para pegar o ônibus de portas quase fechando.</p><div class="shr-publisher-864"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2012%2F01%2F2012-descendo-a-ladeira.html' data-shr_title='2012+descendo+a+ladeira'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Conto de Fadas</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 10:45:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ninguém, em rápida análise, tem dúvida do que seja um conto de fadas. Princesa encontra príncipe, normalmente na forma de algum animal nojento. A bruxa, movida por algum sentimento vil, tenta de alguma forma acabar com a alegria dos dois. Uma fada, de coloridas asas semi-transparentes, utiliza a varinha de condão para dar uma ajuda [...]

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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><a href="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fada-triste.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="fada triste" border="0" alt="fada triste" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fada-triste_thumb.jpg" width="244" height="187" /></a>Ninguém, em rápida análise, tem dúvida do que seja um conto de fadas. Princesa encontra príncipe, normalmente na forma de algum animal nojento. A bruxa, movida por algum sentimento vil, tenta de alguma forma acabar com a alegria dos dois. Uma fada, de coloridas asas semi-transparentes, utiliza a varinha de condão para dar uma ajuda ao casal. Por fim, a bruxa se estrepa e vira uma poça de matéria orgânica derretida, pois parece ser este o destinho reservado às bruxas, e a vida segue no “felizes para sempre”.</p>
<p align="justify">Com alguma mudança na ordem dos acontecimentos e inversão de personagens, assim se passa um bom conto de fadas. Coisa que parece simples. Tão simples que o sonho de quase todo mundo é viver um, mudando, no máximo, “felizes para sempre” em “até que a morte os separe”. Tanto melhor se a bruxa pegar leve na história e evitar areia nos olhos e soco abaixo da cintura, tornando a vida dos pombinhos mais fácil.</p>
<p align="justify">Paradoxalmente, todavia, certos conceitos são bem mais difíceis de serem entendidos quando dissecados para a compreensão. Pois, veja-se que alguns contos de fadas são coisas mesmo estranhas. Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, caminha pelo bosque bem sozinha para encontrar a vovozinha e, até onde consta, não usa chapéu, mas sim um capuz vermelho. Já Cinderela era a infeliz proprietária do pé mais disforme de todo o reino, pois seu sapato não servia em rigorosamente mais ninguém do lugar. Aliás, o trabalho do seu príncipe, de ir de pé em pé a todas donzelas do vilarejo, seria facilmente simplificado por uma consulta ao sapateiro do lugar, cuja memória dificilmente ignoraria tão exótico membro.</p>
<p align="justify">Mas os mais estranhos, de longe, são os contos de fadas <i>sem </i>fadas. João e o Pé de Feijão, João e Maria, A Bela e a Fera e a própria Chapeuzinho Vermelho. Todos contos de fadas privados daquela que é, em tese, a dona da história. Mas, então diga a prezada <a title="leitora imaginária" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitora imaginária</a>, grande conhecedora dos mistérios narrativos, onde está a magia de uma história sem fadas? Abundam bruxas, caldeirões ferventes, gigantes enraivecidos e lobos de olhos grandes e nós aqui, por nós mesmos, sempre a caça de soluções mundanas? Para mim, não dá.</p>
<p align="justify">Assim, doravante, sou defensor pela reserva de mercado para as fadas nas narrativas mágicas. Basta de histórias com caçadores disfarçados de salvadores de donzelas. Ou do realismo exagerado de lançar velhinhas no forno quente. Sei, claro, que as fadas não precisam do meu esforço, pois sabem resolver seus problemas sozinhas. Ainda assim, insisto que as histórias cheias de felicidades, arco-íris e potes de ouro são exclusividade delas, com seu vôo leve, impulsionado por asas de borboleta. </p><div class="shr-publisher-851"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F11%2Fconto-de-fadas.html' data-shr_title='Conto+de+Fadas'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>De mau com o tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 11:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Briguei com o tempo. Estamos de relações cortadas até última ordem, mas, creio, nosso rompimento será definitivo. A bem da verdade, nossa relação não foi das mais harmoniosas, como podia parecer a quem olhasse de fora a vida deste cronista (atenção especial à etimologia da palavra!). Mas, diante dos últimos acontecimentos, parti para uma solução [...]

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<p align="justify">Não se engane o leitor imaginário, com idéias de que se trata de mais um daqueles pequenos desentendimentos, típicos de relacionamentos longos, como o que tivemos nos últimos trinta anos. Não é uma briguinha como quando ficamos preso no trânsito e o tempo até a hora do vôo parece passar rápido como nunca. Coisa esquecida logo quando se senta na cadeira do avião.</p>
<p align="justify">Infelizmente, nossa briga foi mais grave. E, em como todo desentendimento, a culpa foi não foi minha. Pois, estive sempre acostumado a uma passagem do tempo em um ritmo, que se era tão lento como eu gostaria, tampouco era uma flecha que transforma o mundo em um borrão. </p>
<p align="justify">Mas então, confiando na constância do tempo, coloquei-me a esperar um grande acontecimento. Nada demais, três semanas e já estaria tudo resolvido. Sentei-me confortável no sofá, abri um livro, virei para o lado, mirei forte os olhos do pai tempo e disse-lhe, “faz seu trabalho daí, que eu fico quietinho por aqui”. Ah! Mas, como um cachorro que sente seu medo, ele percebeu a ansiedade no meu sorriso disfarçado. E desde então, passou da maneira mais devagar possível. Melhor, estancou, por pura provocação. Minutos arrastam-se pesados, horas viram dias e semanas, meus caros, são tão grandes que cabem dentro de si mesmas. Qualquer atividade que, antes, tomava horas, subitamente agora parece se completar em um instante, só para me deixar com cara de bobo entendiado. </p>
<p align="justify">Então, pergunto aos meus <a title="leitores imaginários" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitores imaginários</a>. Que fazer diante de tamanha malícia do tempo? Briguei, feito criança mimada. Não converso, não mando bilhetinho e, se ele ligar me procurando para fazer as pazes, não atendo. Agora quero que o tempo viva na dele, passe no ritmo que bem entender e vá atazanar a vida de outro. Mas claro, sei que provavelmente terei que, cedo ou tarde, me reconciliar. Afinal, o grande mistério de uma vida feliz passar por fazer durar lento o tempo de um beijo e acelerar a sua passagem na fila do banco.</p><div class="shr-publisher-835"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F10%2Fde-mau-com-o-tempo.html' data-shr_title='De+mau+com+o+tempo'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 12:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O leitor imaginário, internauta que é (e se não fosse, aqui não estaria), já deve, em algum momento de sua existência virtual, ter sido obrigado a criar por aí seu tal “perfil” em uma rede destas que andam na moda. E deve ainda saber, se não é dos mais novatos no assunto, que a coisa [...]

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<p align="justify">Certo é que, antes de James Cameron inventar seus bichões azuis, esse esforço de criar um <i>avatar </i>em outra dimensão já era coisa recorrente para os internautas. Pois, mesmo com a mais avançada tecnologia astronáutica da rede, você só existirá no mundinho virtual se projetar sua personalidade para ele, preferencialmente de alguma maneira mais ou menos controlada. </p>
<p align="justify">Claro, poliram a brincadeira com o tempo. No período pré-cambriano da Internet, quando o IRC era a coisa mais moderna da galáxia, sua liberdade criativa para formar o avatar se limitava à escolha de um nome, o bom e velho <i>nickname</i>. Eu, como sou fã dos Beatles e meio maluco (olha a redundância!), auto proclamei-me <i>Walrus</i>, em referência direta à música (goo goo g’joob) e indireta à <i>Lewis Carol</i>. Bom, era só um nome. Todavia, com uma meia dúzia de linhas de bazófia, tinha-se um personagem, meio esquisito, mas pronto para usar, na chatesfera.</p>
<p align="justify">Hoje a coisa “evoluiu” bastante. Você preenche um breve cadastro na rede, que lhe pergunta apenas nome, sobrenome, estado civil, CIC, cor do olho direito, hobby, filmes preferidos, passagens prediletas do <i>Grande Sertão Veredas</i>, angulação do estrabismo ocular, circunferência do dedo anelar (direito e esquerdo, afinal o estado civil pode mudar), quantidade de tempo que equilibra um cabo de vassoura no indicador e comprimento do antebraço. Com estes pequenos questionamentos, acrescidos à possibilidade de colocar a foto do papagaio da vizinha, filme com o batizado do primo do cunhado e todas as delícias do compartilhamento digital, é de se esperar que seu lindo perfil do lado de cá corresponda mais com o que temos do lado de lá (estejam <i>cá</i> e <i>lá </i>onde você, leitor, preferir).</p>
<p align="justify">Mas isso não acontece.</p>
<p align="justify">Por mais estranho que seja, enquanto mais ricos de possibilidades, creio que nossos avatares cada dia se parecem menos conosco. Seja lá por qual mistério do misticismo eletrônico, mesmo com meu esforço em fazer um perfil do <i>Twitter </i>e do <i>Facebook, </i>honesto e sincero, que reflita minha cara, a coisa desanda. Quanto mais cera se passa, mais embaçado fica. Olho os demais perfis, comparo as pessoas conhecidas com sua personalidade eletrônica e, ao fim, concluo que não conheço mais ninguém.</p>
<p align="justify">Há duas possibilidades para o fenômeno. Em <i>Olhai os Lírios do Campo</i>, o protagonista afirmava gostar de dirigir à noite, pois, com a redução de informações, a estrada ficava mais nítida. Talvez seja isso. Só com nome e idéias em um monitor de fósforo verde, era mais fácil ser sincero. Por outro lado, creio que, hoje, universos virtuais e reais já se misturaram faz tempo. Não dá mais para separar a realidade do que há através do espelho. Assim, as pessoas na Internet são as mesmas fora dela. E eis o problema. A simulação é feita de carne e osso, bem aqui no mundo das saudações forçadas e beijinhos protocolares. Se a sinceridade é virtual, a falsidade é verdadeira.</p><div class="shr-publisher-828"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F09%2Favatar.html' data-shr_title='Avatar'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Donald x Gast&#227;o</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 11:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não importa o quanto os sábios sociólogos, economistas, biólogos e estatísticos consigam dividir, subdividir, categorizar e classificar os humanos, eu, imbuído de profundos estudos em antropologia de revista em quadrinhos, afirmo que só há dois tipos de pessoas. Os Pato Donalds e os Gastãos. E antes que o leitor imaginário mais reprovador balance a cabeça [...]

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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Donald x Gastão" border="0" alt="Donald x Gastão" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/09/images.jpg" width="172" height="244" />Não importa o quanto os sábios sociólogos, economistas, biólogos e estatísticos consigam dividir, subdividir, categorizar e classificar os humanos, eu, imbuído de profundos estudos em antropologia de revista em quadrinhos, afirmo que só há dois tipos de pessoas. Os Pato Donalds e os Gastãos. E antes que o leitor imaginário mais reprovador balance a cabeça em desacordo, indignado com mais uma de minhas idéias estapafúrdias, aviso logo que no último parágrafo, me desdirei, sem, contudo, me contradizer. </p>
<p align="justify">O Pato Donald é velho conhecido de infância e o mais famoso dos patos, dispensando apresentações adicionais. No entanto, sua fama do lado de cá das páginas não corresponde à sorte que tem de dentro da história. Donald é azarado como poucos. Cuida de três sobrinhos travessos e atentados, vive um namoro de eterno pegar na mão com a Margarida e, mesmo sendo parente próximo do pato mais rico do mundo, vive na chutando lata. Tanto pior, aliás, pois quando se coloca a trabalhar para o tio, acaba por ser explorado até a última força, como o mais espoliado dos proletários.</p>
<p align="justify">Gastão é o contraponto exato de Donald. Dono da maior sorte do mundo, não precisa fazer nada se manter, pois simplesmente tropeça no dinheiro. Consegue as melhores barbadas sem nenhum esforço. O tipo de cara que chega naquele restaurante com fila de espera de horas e consegue a melhor mesa, por estar na hora certa, no lugar certo. É, enfim, um abençoado pelo cosmos.</p>
<p align="justify">Os dois são parentes próximos, da mesma família e, provavelmente, com condições equivalentes de vida, não fosse o absurdo azar de um e a incrível do outro.</p>
<p align="justify">Há, portanto, apenas dois tipos de pessoas no mundo. Como Donald, o sujeito está na base da cadeia que alimenta os fluxos aleatórios de fortuna. Não digo que não chegará a lugar nenhum da vida, um eterno gauche drummoniano. Mas precisará do dobro de esforço para conseguir a metade dos lucros. Já os Gastões são os peixes grandes do mundo. Mas antes que se reduza o pensamento exclusivamente ao vil metal, esclarece-se que nas menores coisas também é possível notar a diferença. Na hora de parar o carro no <i>shopping</i>, conseguir a fila mais rápida do supermercado e ser sorteado no melhor brinde na festa de final de ano da empresa.</p>
<p align="justify">Mas há algo de especial em ser um Pato Donald. Talvez os <a title="leitores imaginários" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitores imaginários</a> menos conhecedores do universo Disney não saibam, mas o pato mais famoso tem uma identidade secreta. Veste-se de Super Pato e, na calada da noite, torna-se o grande herói mascarado Patópolis. Uma glória clandestina, como bem cabe a nós, formiguinhas do mundo, com nossas conquistas insignificantes do cotidiano. Sem pódio ou beijo de namorada. Mas talvez com um conforto inexplicável. E injustificável.</p><div class="shr-publisher-826"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F09%2Fdonald-x-gasto.html' data-shr_title='Donald+x+Gast%26atilde%3Bo'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Desculpa esfarrapada</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 00:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sábado à noite, a TV a cabo, por algum motivo misterioso, sintoniza-se por conta própria naquele filme gostoso de ser assistir com preguiça. Lá fora, a chuva fina convida o cobertor a namorar a pipoca quente sob o sofá macio. Tudo perfeito, não fosse o convite para comemorar o aniversário do concunhado em um barzinho [...]

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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 5px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="" border="0" alt="Monalisa, como todos sabem, estava pensando em uma desculpa para não ir ao show do Jorge Vecillo." align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/08/monalisa.jpg" width="185" height="244" />Sábado à noite, a TV a cabo, por algum motivo misterioso, sintoniza-se por conta própria naquele filme gostoso de ser assistir com preguiça. Lá fora, a chuva fina convida o cobertor a namorar a pipoca quente sob o sofá macio. Tudo perfeito, não fosse o convite para comemorar o aniversário do concunhado em um barzinho sen-sa-cio-nal, com direito a voz e violão interpretando todos os melhores sucessos da Música Popular de Elevador.</p>
<p align="justify">Um comichão começa do lado esquerdo do peito, onde os cientistas já comprovaram ser a região responsável consciência pesada. Claro, a cura imediata para o problema seria levantar, esquecer o filme, vestir roupas compatíveis com uma expedição para o Everest e curtir a valer aquela versão de “Monalisa”, do Jorge Vercillo, cuja existência é lembrada apenas pelos cantores de bar. Mas, como nos ensinou o velho Sidarta, há o caminho do meio. A solução que evitará o constrangimento de recusar o oportuno convite do concunhado e, ao mesmo tempo, deixará aproveitar a companhia da pipoquinha com cobertura de lã de carneiro.</p>
<p align="justify">Eis o momento quando a cabeça se contorce na busca da desculpa perfeita. O Santo Graal de todos os aqueles que não compram presente de aniversário para a namorada, faltaram a aula de inglês para ficar jogando Civilization ou perderam a hora no trabalho, após serem seduzidos um milhar de vezes pela função soneca do celular. Pois, arrumar desculpa é uma das mais difíceis artes do manual da cara de pau social. Ela deve ser algo cuja ocorrência é provável, mas, ao mesmo tempo, inesperada. Um evento crível, sem perder o caráter de surpresa, típico do anedotário do cotidiano extraordinário. Verdade que há desculpa pronta para uma série de situações. Ao atraso, entrega-se sempre o trânsito, o grande vilão das metrópoles. Às dores de cabeça noturnas (“essa sinusite ainda acaba comigo”) são escusas aos compromissos desagradáveis. Já a falta tempo para protelar qualquer obrigação advogada pelo <em>superego</em>, mas há muito jogada para o último grau de prioridade pelo <em>id</em>.</p>
<p align="justify">O problema é que dar desculpa, como qualquer coisa que exija alguma arte, no começo é difícil, mas, depois de algumas poucas vezes, já se entranha na pessoa e vira hábito. A partir de então, o sujeito fica desleixado com a vida, na crença que, qualquer coisa que aconteça, uma desculpinha livrará a situação. Passa a ser um desculpeiro, uma espécie que, eu garanto, qualquer leitor é capaz de identificar um ou dois em seu circulo de amigos imaginários.</p>
<p align="justify">Assim, se não há como viver na utopia de um mundo de sinceridade completa, também não nos deixemos seduzir pelo comodismo da auto condescendência. Pois, no processo de jogar na turma que te espera ao som do Jorge Vercillo a culpa pela noite estragada, a desculpa só tem o objetivo de tirar de nós o inexplicável peso que há na insistência de ser honesto consigo mesmo. Portanto, da próxima vez que o telefone tocar, seja sincero e diga “hoje não dá, preciso aguar meu canteiro de alecrim”. Afinal, desculpa para ser rabugento não existe.</p>
<p align="justify">P.S.: Sim, este texto surgiu enquanto eu buscava uma desculpa para não ter publicado nada semana passada. </p><div class="shr-publisher-813"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F08%2Fdesculpa-esfarrapada.html' data-shr_title='Desculpa+esfarrapada'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Quase um toque</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 12:08:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify">&#160;</p>
<p align="right"><em><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 3px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Quase sem tocar" border="0" alt="Quase um toque" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Quase.jpg" width="244" height="184" />“Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê       <br />E eu sei que você sabe, quase sem querer       <br />Que eu vejo o mesmo que você.”</em></p>
<p align="right"><em>Quase sem querer – Legião Urbana</em></p>
<p align="justify">Não sei se foi por vergonha, falta de oportunidade ou por julgar o assunto irrelevante, mas acabei sem contar para vocês, meus distintos <a title="leitores imaginários" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitores imaginários</a>, sobre o incidente de minha quase morte. Sim, quase morri. Eu e mais algumas ilustres passageiros de uma <i>van</i>, em um quase acidente automobilístico. Um pouco de aplicação prática (já sei, é redundância, seu patrulheiro do pleonasmo) da teoria do caos e vocês poderiam remover os <i>quases</i> das frases acima e este blog perderia seu escriba, bem como as estatísticas da Via Dutra seriam engordadas.</p>
<p align="justify">Eis que o leitor imaginário já se aconchegou na poltrona e pensou, “lá vai o maluco do <i>Carlos Goettenauer </i>falar de bobagens transcendentais de luz do fim do túnel e nãoseioque além da vida”. Equivocou-se. A anedota acima é só exemplificativa, pois, meditando sobre o ocorrido de <i>quase morte</i>, percebo que o mais incômodo não é o termo fatal da expressão, mas sim o <i>quase</i> lhe permeando. Palavrinha ardilosa esta. Você coloca um <i>quase</i> na frente da expressão e o que é deixa de ser, mas continua como se fosse. </p>
<p align="justify">Então, <i>quase </i>não é nada, é um infinitésimo vazio, preenchido com um tudo que ainda não é. Mas consegue engolir o mundo inteiro dentro de si. Diga ao doente terminal que o a cura de sua moléstia <i>quase</i> foi descoberta e isto não lhe servirá de consolo. Pergunte ao <i>quase</i> aprovado no vestibular, aquele que ficou por um ponto, o valor de um advérbio. Enfim, quase é um <i>sim </i>ao contrário, <i>quase não</i>. O pedacinho enorme do que ficou faltando para ser grande. Se a palavra já fosse conhecida no século XV, Hamlet, com seu famoso crânio na mão, perguntaria, <i>“ser, não ser, ou quase?” </i></p>
<p align="justify">Assim, a palavra <i>quase</i> é uma daquelas que deveria vir acompanhada de um alerta do Ministério da Semiótica sobre sua má utilização. Segundo nos ensina o velho Aurélio, a expressão vem do latim, <i>quasi</i>,<b><i> </i></b>e significa, originalmente, <i>como se</i>. Advérbio acossado da Síndrome de Viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido. Torna qualquer alternativa viável em uma paradoxal possibilidade impossível.</p>
<p align="justify">No entanto, se no país do futebol, o <i>quase </i>é a trave atrapalhando o gol de placa do craque do último final de semana, há quem saiba encher o advérbio de expectativa. Então o <i>quase</i> não é mais inverso de tudo, para ser a ponte para o que ainda não é, mas será, se as condições climáticas continuarem as mesmas e as montanhas russas seguirem seus previstos trilhos. Um <i>quase lá</i>, <i>pertinho</i>, <i>falta pouco</i>. Vem até com o pedido de paciência em alguns casos. Cautelosos, talvez pessimistas aconselharão cuidado para não se iludir com a incerteza adverbial<i>.</i> Mas quem acredita, prossegue, sem medo do <i>quase</i>.</p><div class="shr-publisher-811"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F08%2Fquase-um-toque.html' data-shr_title='Quase+um+toque'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Aos taxistas</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 13:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Textos divertidos]]></category>
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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify">A escolha se dá por uma daquelas obras inexplicáveis do acaso, sempre guiadas por astros travessos. O primeiro do ponto, o único na chuva. Você entra no carro e ele, o taxista, já te conhece. Sabe, pelo menos, de onde você vem, se tem bagagem e de qual tamanho e estilo ela é. Antes da primeira marcha, já sabe para onde você vai. E, não se engane, isto já é muita coisa. </p>
<p align="justify">Com as poucas réstias de informações, o taxista, com anos de treinamento de rua, formula o dossiê completo do passageiro. Carrega uma&#160; pasta de couro? Está a trabalho. Um homem e uma mulher? Jamais escapam de serem um casal. Uma habilidade que, se fosse ensinada em algum curso de psico-leitura-mercadológica para vendedores de automóveis, tomaria anos de confinamento em uma sala de aula. E, ainda assim, resultaria no oferecimento de um esportivo para senhoras conservadoras. </p>
<p align="justify">Certo que a conversa, quase invariavelmente começa contornando as variações climáticas repentinas. Mas, pelas bordas, de alguma maneira que só a aleatoriedade do papo furado possui, em menos de cinco minutos o taxista e você já dividem a mesma idéia sobre a falta de qualidade do jornalismo televisivo, a ausência de segurança nas ruas, o resultado de alguma pesquisa científica obscura sobre o comportamento de pessoas apaixonadas e idêntica opinião política, quase sempre “do contra”, seja lá contra o quê. Assim, daquela capacidade absorver fatos sobre os passageiros, surge a matéria prima para a conversa que será a distração para os minutos de viagem. </p>
<p align="justify">Após chegar a seu destino, você paga a corrida, desce do taxi e se despede do seu mais novo melhor amigo. Trás na memória alguns casos que, de tão inacreditáveis, nunca terá coragem de repetir para alguém, sob o risco de passar por um grande mentiroso. Lógico, a efemeridade da convivência forçada fará desaparecer a lembrança da amizade em poucos segundos. Amanhã você já fará sinal para outro carro e mais uma porta para este universo particular se abrirá.</p><div class="shr-publisher-806"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F08%2Faos-taxistas.html' data-shr_title='Aos+taxistas'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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		<title>Chatice</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 11:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Goettenauer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crônicas curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas engraçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas para divertir]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas pequenas]]></category>
		<category><![CDATA[Textos divertidos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos engraçados]]></category>
		<category><![CDATA[Textos pequenos]]></category>

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<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p align="justify"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 4px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Gato chato" border="0" alt="Gato chato" align="left" src="http://www.estadocronico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/gato-chato.jpg" width="154" height="154" />Por mais duro que possa ser, chega um momento da vida que é necessário se olhar no espelho, esfregar as mãos no rosto e, em grave concentração, assumir a inegável verdade. Eu sou chato. Mas não um pouquinho chato, como quase todo mundo é quando acorda com o nariz entupido. Fala de uma chatice incomensurável, daquelas que me surpreende como alguém consegue tolerar minha modorrenta companhia por mais de dez minutos.</p>
<p align="justify">A bem da verdade, dizer-se chato é muito pouco, pois, como todo representante do gênero, entendo que a chatice pode ser classificada em diversas vertentes, cada qual com sua nuance mais evidente, mas igualmente desagradável, em todas das quais eu consigo incorrer, desde já me enquadrando no chato sistemático, com mania de classificar tudo. </p>
<p align="justify">Há, por exemplo, o chato monotemático. Já consigo ver o <a title="leitor imaginário" href="http://www.estadocronico.com.br/2009/07/leitores-imaginarios.html">leitor imaginário</a> lá do fundo da sala, de braço levantado empolgado, que se enxergou na categoria. É, você mesmo que só consegue falar dos filhos, do marido/esposa, dos Beatles, da novela da Globo, de futebol, ou, especialmente, de si mesmo. Aliás, a última categoria, do chato egocêntrico, merece um capítulo todo para ela no Grande Manual da Chatice Crônica, ainda a ser escrito.</p>
<p align="justify">Em seguida, surge uma categoria meio nebulosa de chatice. O chato feliz. Trata-se daquela criaturinha irritante que está alegre, faça sol na constelação de leão ou chuva ácida de canivete. Suspeito de qualquer pessoa que permaneça sempre feliz, especialmente daqueles que acordam cedo segunda-feira, com um sorriso nos lábios e saem para dar um “exerciciozinho”. É o chato pegajoso, que te conta sempre a mesma piada e ri sozinho. Há, por óbvio, o oposto extremo, o chato infeliz, que, por mais que lhe caiam mil bênçãos do céu, vai reclamar sempre da artrose no mindinho esquerdo do pé. Aí, que saco é isso&#8230;</p>
<p align="justify">Todavia, em que pese toda a má fama dos chatos, não são eles nem um pouco piores que os legais. E, vez ou outra, desconfio que o mundo só caminhe para a frente porque algum chato viu um defeito onde ninguém mais enxergou, reclamou em uma fila onde todos estavam calados, brigaram na hora em que todos fingiram que não viram. Mas, claro, isto tudo é desculpinha furada para justificar o injustificável. Porque, afinal, chato que é chato não tolera autoindulgência</p><div class="shr-publisher-800"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='standard' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fwww.estadocronico.com.br%2F2011%2F07%2Fchatice.html' data-shr_title='Chatice'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom -->


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