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31
mai

5 fatos bizarros do universo Disney

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 31 de maio de 2010, Tags: , , , ,

Frequentemente vejo por aí listas de fatos bizarros da cultura pop. Então, resolvi dividir com meus leitores imaginários algumas das questões inexplicáveis do universo Disney, que me perseguem desde a infância. E quem sabe reduzir um pouco a seriedade cronica desse blog, pelo menos por um post?

1. Por que o Pato Donald tem vergonha de ficar pelado?

Pato Donald pelado

Nosso querido Pato Donald não usa uma roupa das mais convencionais. Anda por aí apenas com uma camisa de marinheiro e pelado da cintura para baixo. Estranhamente, quando tira a camisa, Donald se envergonha e cobre suas partes com as mãos!

Estranho, pois, quando está pelado, o pato esconde exatamente o que exibe o tempo todo.

 

2. De onde saem tantos sobrinhos? (ou “Como nascem os patos?”)

Eis uma das maiores dúvidas que me assolaram na infância. Pato Donald é sobrinho de Tio Patinhas. Huginho, Zezinho e Luizinho, por sua vez, são todos sobrinhos de Donald. Mas, onde estão os pais dessas criaturas todas? E os irmãos?

Isso certamente dá um novo sentido ao termo “filhos de chocadeira”.

Escoteiros mirins

 

3. Patos devem comer aves?

Pato Donald com problemas para colocar o peru no forno!

Sei que no mundo selvagem o canibalismo não é nenhum problema. Por outro lado, para os vegetarianos, comer carne é uma tremenda falta de civilidade.

De toda forma, se eu fosse um pato falante, possuisse um primo papagaio e um amigo pardal, ficaria extremamente desconfortável de comer o peru assado no natal ou mesmo aquele franguinho de domingo.

 

4. Relacionamentos amorosos entre espécies diferentes funcionam?

Aí está um bom roteiro para uma comédia romântica. Um cachorro conhece uma vaca, mas seu amor parece impossível, pois ela já tem um namoradinho touro. Mas a paixão fala mais alto e eles terminam juntos.

Achou estranho? Pois é exatamente isso que acontece na relação entre Pateta e Clarabela. A vaca (no bom sentido) era namorada de Horácio, mas terminou como paixão do grande amigo de Mickey.

Vem aqui, que agora eu to mandando, vem meu cachorrinho...

 

5. Cachorro, o melhor amigo do rato?

Cadê minha coleira?

Veja se essa situação não é confusa. Pluto é um cachorro, mas seu dono é um rato. O melhor amigo do rato é outro cachorro, o Pateta.

A diferença entre os dois cachorros? Um fala e consegue até namorar uma vaca! O outro, coitado, não fala e por isso, está fadado a ser um mero animal de estimação, em um mundo onde quase todos animais são civilizados.

 

Bom, espero que vocês possam contribuir para a solução dos mistérios aí nos comentários!

25
mai

Abaixo o “Dia do orgulho nerd”!

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 25 de maio de 2010, Tags: , ,

No VMB do ano passado, quando o Jovem Nerd ganhou o (justo) prêmio de melhor blog do Brasil, Alexandre Ottoni (o @jovemnerd), ordenou ao público, “quem é nerd aqui faz barulho!”. A platéia, claro, respondeu com um estrondo. Por mas que nos dê alegria ver um trabalho reconhecidamente nerd fazer tanto sucesso, uma questão me persegue desde então. Dúvida esta que só se agrava na data de hoje, o tal dia do orgulho nerd. Afinal, quem aí é nerd?

Jovemnerd e Azaghal em êxtase ao receber o VMB 2009

Sou do tempo que ser nerd era exceção. Os nerds eram os caras mais esquisitos da escola, sempre perdidos em seus papos estranhos, normalmente mais preocupados com uma galáxia muito muito distante do que com as últimas fofocas do corredor. Viviam em um mundo à parte, em seus livros, discos e jogos estranhos.

Ninguém tinha muito orgulho de ser nerd. Os nerds sofriam bulling na escola muito antes da palavra existir. Os poucos que escapavam da perseguição eram, na melhor das hipóteses, nada populares. Os nerds não eram os favoritos nas festas. Aliás, eles não iam às festas, mesmo na remota hipótese de serem convidados. Não eram do equipe do colégio, seja lá de qual esporte fosse, e na escolha do time de futebol, eles sempre eram os últimos.

Agora, quando vejo a multidão respondendo Alexandre Ottoni, tenho quase certeza. Da platéia de convidados do VMB, nem meia dúzia devia ser verdadeiramente nerd. Ora, trata-se da nata dos descolados. Os artistas e celebridades, superlindos, superfamosos, supercheiosdeamigos. Como podem dizer que são nerds?

Lógico, ser nerd virou modinha. Primeiro, porque é difícil definir o que é ser nerd. Na falta de uma definição mais precisa, qualquer um se auto intitula com o adjetivo. Depois, ficou muito fácil ser nerd nesses dias de alta sociedade da informação. O sujeito cria vaquinhas no Facebook e se acha o Bill Gates da agricultura virtual.

Mas, para ser nerd é preciso mais esforço. Manter um blog que fala sobre seriados sul-coreanos, por exemplo, é um trabalho válido. Mas o que se vê, no geral, é pastiche para seguir a moda. Ou pior, oportunismo puro. É como se ao fim de uma grande escalada, os nerds encontrassem um grupinho de descolados descendo de helicóptero no cume, apenas para aparecer nas fotos.

Talvez este seja o golpe fatal dos descolados contra os nerds. Ao glamourizar o “movimento” nerd a ponto de criar um dia para seu orgulho, tira-se dos verdadeiros nerds o que sempre lhes garantiu a existência, sua essência de andar na contramão, ler o que ninguém lê, ouvir o que ninguém mais ouve e, acima de tudo, ver coisas interessantes onde ninguém enxerga nada.

Ao contrário da maioria das crianças, eu sempre torcia pelo lado errado nos desenhos animados. Não se trata de algum desvio de comportamento, nem síndrome "do contra", presente naquele tipo de sujeito que sempre se opõe a opção da maioria. Na verdade, sempre senti maior identificação com a "oposição", que busca desmascarar a fraude que são os heróis.
No desenho do He-man, não era diferente. O arqui-rival do herói, Esqueleto, com sua risada maligna, sempre me atraiu muito mais do que o lado bonsinho. Todavia, hoje percebo que minha identificação com o inimigo de He-man tem uma explicação muito evidente. Há algo de podre no reino de Etérnia.
 
Algumas questões precisam ser esclarecidas, para demonstrar a grande fraude de Eternia, repassada pelo desenho. O reino protegido por He-man, alter-ego do príncipe Adam, é, obviamente, uma monarquia absolutista. E como toda monarquia, não deixa espaço para a oposição. O alto escalão do reino é constituído, assim, pelas figuras responsáveis pela opressão das forças subversivas. Mentor, Teela, Gorpo e Feiticeira, cada um é responsável por alguma função na maligna máquina opressora estatal. Mas, acima de todos, principe Adam, que ungido de poderes de metafísicos por Feiticeira, se transforma em He-man, o herói de força quase infinita, que parte sempre na luta contra os inimigos do reino de Etérnia. É ele que representa a figura mais perigosa do reino. Basta ver que, para seus comparsas, Adam é um príncipe esquisitão, que tem um tigre frouxo como animal de estimação. Já para os inimigos, He-man é o sujeito responsável por lançar um monstro bestial, chamado Gato Guerreiro, em todos os revolucionários.
 
Do outro lado está Esqueleto, o oposicionista. Seu objetivo é invadir o Castelo de Grayskull e derrubar o Reino. No entanto, os planos de Esqueleto só vão até aí, segundo mostra o desenho. Obviamente, a censura estatal não permitiu revelar que o "terrível" personagem pretende, na verdade, reestabelecer a democracia na sociedade, livrando Etérnia dos crápulas monarquistas.
 
Tudo bem que o desenho mostra algum excesso aqui e ali do Esqueleto, mas, convenhamos, o programa foi, evidentemente, criado para difamar sua imagem de herói revolucionário. Aliás, o próprio Mentor, o Goebbels de Etérnia, deve ter feito a edição de cada um dos episódios.
 
Mas, ainda que Esqueleto seja, em alguns momentos, exagerado em sua cruzada oposicionista, uma outra questão deve ser levantada. É possível uma revolução pacata, sem partir para o ataque violento ao sistema estabelecido? Imaginem que esqueleto vestisse sua roupa de moço bom e pedisse uma audiência com Randor, o rei de Etérnia. Estaria hoje em uma masmorra, sendo roído por um tigre monstruoso.
 
Assim, ao lembrar de Esqueleto, só me resta bradar o mote. Viva la Revolución!
14
abr

Para quem não gosta de futebol

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 14 de abril de 2010, Tags: , , , ,

futebol_idiota

Como toda pessoa normal, eu não gosto de futebol. Sei que o esporte atrai a atenção de milhões de pessoas, quase diariamente. Mas tal paixão só pode se explicar por alguma espécie de psicose coletiva. Algum complexo freudiano mal resolvido, que resulta na paixão injustificada por um time.
Aliás, meu principal problema com o futebol sempre foi escolher um time. O que faz de um sujeito palmeirense, sãopaulino, botafoguense ou flamenguista? Provavelmente a pergunta autoriza várias respostas. Todas que escutei, até hoje, foram explicações meramente personalíssimas, do estilo, “porque meu pai torceu para esse time” ou, o contrário absoluto, “porque meu pai torceu para o outro time” (olha o Freud aí!). Nada mais racional que, efetivamente, justificasse a atração por esta ou aquela equipe.
Ótimo, assim eu posso escolher o time que vou torcer de maneira quase aleatória, sem justificativas, certo? Não, porque uma vez torcedor de uma equipe, o sujeito veste um estereótipo, como se vestisse a camisa do clube. Não existe mais o Carlos, autor do Estado Crônico, mas o Carlos, cruzeirense. E o melhor é que a definição do que vem a ser “cruzeirense” escapa de sua alçada. É dada por uma massa disforme e anônima.
Em suma, cuidado ao se identificar com um time de futebol. Você será identificado por ser seu torcedor!
Entendo, claro, porque o futebol é tão popular. Trata-se de um processo dialógico, no qual o sujeito procura sua individualidade buscando, contraditoriamente, participar de um grupo. Por outro lado, não consigo entender como tantas pessoas caem nessa roubada e se empolgam por um mecanismo que, claramente, só faz explorar a paixão do torcedor. Afinal, para que tantos jogos e campeonatos se são sempre os mesmos times a disputá-los?
No fim, tudo vira óleo para azeitar as engrenagens do mercado. Mas, vamos esquecer deste assunto porque é ano de Copa do Mundo!
Entre todas as criaturas desagradáveis que os desenhos infantis trouxeram para nosso universo imaginário, a mais detestável de todas, para mim, sempre foi o Papa-Léguas. Por que? Sua ridícula sobrevivência contra todos os ataques do Coiote sempre foram um incentivo ao conformismo social.

Ok, eu explico. Veja-se. Primeiro temos o Coiote, um bicho empenhado. Estuda, esquematiza altos planos, monta estruturas fantásticas, tudo para alcançar seu objetivo de vida. Matar o Papa-Leguas. Matar, claro, com um fim nobre. Comer a criaturinha. Não se trata de um capricho burguês. É fome mesmo. O Coiote é um pobre esfomeado, que anda em um deserto e só quer comer!

Do outro lado temos o Papa-Léguas. O que ele fez nada vida? Nada! Anda para lá e para cá, borboletando. Nunca trabalhou. Nasceu rápido. É inerente à sua espécie correr e, com essa habilidade, ele escapa de qualquer investida do obstinado Coiote. O que ele come? O alpiste Acme que o Coiote serve para ele, ainda que como isca. No fim, que alimenta o Papa-Léguas é o próprio Coiote em sua eterna busca.

Aí está minha teoria do conformismo social. Se você é bem nascido, nobre, e já aprendeu no berço a correr como o vento, está feito na vida, que até os seus inimigos vão te servir alpiste. Agora, se você é um proletário qualquer, vai passar fome a vida inteira, corrento atrás do que comer só para, no fim, se estrepar.

Não me surpreenderia se o Papa-Léguas fosse dono das empresas Acme. Aliás, aposto em dizer que não só ele é dono da empresa, como também financia a campanha do Governador, responsável por manter o monopólio de produtos de caça nas mãos da Acme.

Por que estou explicando isso? Algumas teorias precisamos espalhar por aí antes que alguém diga que teve a idéia antes. E, caso você tenha boiado o texto todo, o Papa-Léguas é o Bip-Bip ou Road Runner.

8
jun

Camisas Nerd

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 8 de junho de 2009,

Se você acompanha o seriado “The Big Bang Theory”, já deve ter notado como Sheldon e companhia gostam de se vestir com as camisas mais criativas possíveis.

Bem, depois de algum tempo, percebi que os Nerds gostam mesmo de reverenciar seu mundo particular nas roupas mesmo. Aliás, hábito muito bem, além de facilitar a identificação do Nerd com seu grupo (como se precisasse disso), fica bonito uma pessoa andando com o emblema de seu super-herói favorito por aí.

Foi pela dica de um amigo que comecei a me aventurar pelo ramo. Primeiro, descobri a www.sheldonshirts.com, site que mostra as roupas usadas no seriado TBBT e aponta onde você consegue comprar as camisas preferidas.

Mas a coisa fica mais divertida se você for em www.nerdyshirts.com. Lá há coisas ótimas, como camisas do Super Mario impagáveis.

Aliás, para os gringos a coisa é moleza. O problema é para os brasileiros. Há hipótese de importar a camisa, arcar com o frete em dólar e ainda correr o risco de pagar 60% de imposto de importação. Tirando isso, são poucas as opções nacionais.

Vale destacar a Nerdstore, do conhecido Jovem Nerd (responsável pelo podcast mais famoso do Brasil). Ainda que as opções sejam poucas, já dá sair um pouco da mesmísse.

Agora, se você mora ou visita São Paulo (e não é muito adepto de direitos autorais), vale a visa a Galeria do Rock. O lugar, além dos discos (cada dia mais raros), foi invadido por lojas de camisas. Junto com as tradicionais camisas pretas de Heavy-Metal, há um bom mercado para os Nerds.