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Típico usuário atual da INTERNET Para quem é mais jovem pode até parecer ficção, mas houve um tempo em que a Internet era um espaço virtual agradável, propício à troca de informações úteis e ao desenvolvimento intelectual da humanidade. Pode-se dizer que foi a Era de Ouro da redemundialdecomputadores, como era conhecida pela mídia, época em que o mundo cibernético era habitado apenas por um sem número de nerds grandes mentes, denominados Internautas, capazes de domar todas as dificuldades que envolviam transferir arquivos, visitar websites e papear no mIRC, tudo em uma conexão que não superava os 2 kb/s.

Mas o tempo passo, a banda larga chegou e com ela vários usuários incultos invadiram a Internet e destruíram tudo que havia de bom no mundinho virtual. Tornaram as redes sociais inabitáveis, entupiram nossas caixas de e-mails com spam e, com seu sotaque detestável, criaram um idioma novo.

Assim, chegou a hora da reação. O Estado Crônico inicia hoje o Movimento Internet para Internautas (#MIPI), cujo objetivo é extirpar a Internet dos invasores que dominaram o espaço virtual, sem respeito aos bons costumes e hábitos dos que aqui já estavam. Uma migração predatória e perniciosa.

Nossos propostas iniciais são poucas, mas já devem ser o suficiente para melhorar em muito a convivência na Internet e mandar os invasores para o mundo real, de onde nunca deveriam ter saído.

1) Acabar com as fazendas virtuais e outros jogos afins

Miguxo te mandou uma vaca louca de presente na "Colheita Maldita"

Os joguinhos das redes sociais são uma praga que deve ser eliminada o mais rápido possível. Pesquisas demonstram que nenhum Internauta sério considera seriamente a possibilidade de cultivar um pomar no Facebook ou um curral no Orkut. Aliás, o que leva alguém a acreditar que um porco virtual pode ser considerado um presente?

Sem os joguinhos virtuais, boa parte dos usuários invasores vai perder o interesse em ligar o computador para acessar as redes virtuais, livrando-nos de seu desagradável presença.

 

2) Bloquear qualquer e-mail com arquivo de PowerPoint

Não há nada mais desagradável do que abrir seu e-mail e encontrar cinqüenta mensagens edificantes, em arquivo .ppt, demonstrando como devemos respeitar os mais velhos, valorizar as pequenas coisas da vida, ver o mundo com os olhos de criança, mergulhar na inocência dos animais, viver motivados para o dia de amanhã e mais qualquer clichê, sempre com um imagens piegas, ampliadas até os pixels estourarem, e uma musica da Enya no fundo.

A solução é encaminhar uma proposta a todos os servidores de e-mail, requerendo que, para o bem e felicidade geral, sejam criados filtros que impeçam o envio de arquivos de PowerPoint por e-mail.

Imagem típica do Power Point edificante

 

3) Tornar crime a utilização do miguxês

A Hello Kitty do mau vai mattar o miguxo.

Eu confesso que, há milhares de anos, quando o mIRC existia, os usuários abreviavam alguns termos. Mas era uma coisa polida e educada. O “você” virava “vc” e, no máximo, o “porque” passava a “pq”. O tempo passou, veio o ICQ e depois a praga do MSN e, em seguida, a invasão dos imigrantes bárbaros, que trouxeram para o mundo virtual uma maneira absurda de falar e escrever. Trata-se do miguxês.

a unica solussaum eh proibi u idioma…puninu seus usuarius kom penas gravis…komu a leitura obrigatoria d "os lusiadas"…… assim…serah impossiveu a komunicassaum dus miguxus ke…a parti d entaum…naum + utilizaram a redi virtuau komu ambienti d vida……

 

4) Desabilitar o CAPS-LOCK de todos os teclados

Afinal, para que serve o Caps-Lock? Se você quer escrever uma letra maiúscula, aperta shift e o assunto fica resolvido. No mais, só serve para você esquecer ligado e errar a senha milhares de vezes. Então, a única explicação para a manutenção do Caps-Lock nos teclados modernos é permitir a utilização pela massa iletrada e arrogante, que mantém o hábito de escrever o texto inteiro em maiúsculas, irritando todos os Internautas com seus cyber gritos. Há, ainda, a utilização do Caps-Lock pelos também irritantes usuários do neo-miguxês, um dialeto insuportável do idioma miguxês, caracterizado pela utilização alternada de MAiuscULaxXx I MiNuScuLaxXx na mesma palavra.

A única solução é, portanto, entrar em contato com todos os fabricantes de teclado e extirpar o Caps-Lock do computador. Ou, em versão mais radical, instalar um dispositivo que exploda o computador caso a tecla permaneça ativa por mais de 10 segundos

 Caps Lock é como gritar em silêncio

 

5) Fim do ORKUT

Orkut

É duro admitir isso, mas eu já fui um usuário do ORKUT, dos mais entusiastas, antes da invasão dos miguxos. Infelizmente, depois de alguns anos o ORKUT, que no início era promissor, passou a ser um território inimigo, habito pelo o populacho da Internet, com as fotos do “morzão e eu na Praia Grande”, scraps com músicas irritantes (as mesmas do PowerPoint supra citado) e os famigerados joguinhos de vacas virtuais.

Diante da grande contaminação do ORKUT, não resta solução senão sua extinção definitiva, proibindo todos os seus usuários, não apenas de freqüentar qualquer rede social, mas como também toda a Internet.

 

Estas são minhas propostas iniciais para o Movimento Internet Para Internautas. Por certo, não são as únicas. Portanto, façam suas contribuições e endossem as idéias nos comentários.

Mais do que isso, twittem o presente post para levar a hashtag #MIPI para os trending topics e ampliar a adesão ao movimento que libertará nosso espaço dos invasores.

18
ago

[Crônicas imaginárias] Para entender a balada

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 18 de agosto de 2010, Tags: , ,

Conforme relatei no último post, este blog está agora aberto à colaborações dos leitores. Assim, para estreiar a categoria das crônicas imaginárias, o leitor João Paulo encaminhou sua contribuição.

Toda balada é a mesma coisa. É triste dizer isso; mas é a pura realidade. As pessoas tentam inventar moda, para quebrar a monotonia. Mudam o nome da festa. Fazem um tributo a “nãoseiquem”. Mudam as cores das paredes do estabelecimento e falam que houve uma “reforma”. Mudam as meninas do bar. Mudam o preço na bilheteria… Mas no fim da história, a “night” é um acontecimento praticamente uniforme. Nesse texto, vamos destacar como a noite, numa danceteria dessas Brasil afora, se reparte em “setores” bem definidos; setores estes que se estabelecem ora por características psicológicas das pessoas que os compõem; ora por traços estruturais do acontecimento que se desdobra noite adentro. São alguns deles:

1) A pista

Pista de dança

Lá está o coração da noite. Ele pulsa, sempre, e envia a seiva da vida noturna por todos os seus afluentes, as outras áreas da danceteria. A pista é uma referência pra quem está na noite. É lá que está o “ex-da-fulana olhando pra beltrana” ; e é lá que “aquela gatinha mexe no cabelo, mas eu não sei se ta dando mole”. É a pista a protagonista que justifica toda a burocracia e infraestrutura que se constrói em volta dela. Uma dessas instituições burocráticas, é o…

2) O Bar

Ali é que são “chanceladas” as viagens à pista. O bar funciona como uma repartição que carimba o passaporte de quem quer “passar as férias no Caribe” – nesse caso, “Caribe” é a pista. No bar, as pessoas vão se “aclimatando”, passando pela metamorfose de quem saiu de um mundo seguro (lá fora); e entra num mundo de velocidade diferente, a “balada” (ou a “night”, para os mais velhos). Uma cervejinha aqui, uma troca de olhares ali; e o cidadão vai se adaptando ao jogo da paquera. No bar, são toleradas conversas do mundo fora da boate, coisa que não acontece na pista. Por enquanto, quem está aqui, fica parado, se “aquecendo” para a apoteose, na pista.

Bar de balada

3) O Playground

Playground

No melhor dos sentidos, há quem vá para a noite sem saber muito por quê. Esses são os “bobalhões” (num bom sentido, o mesmo de “bobo alegre”). Esses caras vão para uma boate brincar, rir, pagar mico. Também é muito válido. Não é raro você ver gente falando Darth Vader, Super Mario Bros.; teorias da conspiração; etc., no meio da noite. Essas pessoas demarcam um território chamado “Playground” na balada. Trazem alegria pra noite e disseminam uma atmosfera pacífica por lá. São muito bem vindas, com certeza. Também estão no playground os casaizinhos, que estão na balada a passeio, visto que nenhum de seus membros está a procura de um outro alguém, ali, naquele momento.

4) O banheiro

Essa é uma localização catalisadora dos acontecimentos da noite. É lá que o cara que tomou um fora vai fazer a sua catarse. E também que a menina vai chorar, porque seu ex está com outra. Por ali, se modificam estratégias, são dados conselhos, tomadas decisões, etc. No banheiro nascem os “planos B” das pessoas. É lá, enfim, que se colocam os pingos nos “is”. Eu arriscaria dizer que se a pista é o coração; no banheiro é que está o cérebro da noite! (Nesse ponto, a noite e o camarão têm muito em comum…)

Banheiro de balada

5) A fila para pagar

No fim, a carruagem vira abóbora...

Balada que se preze tem fila pra pagar, no final da noite. Na fila, todo mundo já está cansado. A carruagem já virou abóbora, nesse momento. As máscaras caíram e a maquiagem das meninas já borrou. As mais cara-de-pau já tiraram o sapato. Mas a fila comporta algo a mais do que os outros setores da noite: sinceridade. Dá sempre pra pedir um telefone. Afinal, a fila é a “ponte” entre a falsidade da noite e o mundo real, que está a um portão de distância. Depois que a conta é paga, o indivíduo se transporta para uma outra dimensão: a da vida real. E aí, só restam planos para o fim de semana seguinte.

 


João Paulo mantem o blog
Disco voadores e calangoos.
10
ago

5 fatos bizarros das novelas da Globo

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 10 de agosto de 2010, Tags: , , ,

Quer gostemos ou não, inegável que as novelas globais desempenham um papel fundamental no imaginário brasileiro. Portanto, antes que acusem o Estado Crônico de só dar atenção às atrações estrangeiras, nos dedicamos hoje a estudar alguns dos fatos mais estranhos das teledramaturgia nacional.

 

1. Todo mundo acorda bonito

Não sei vocês, mas eu confesso que acordo despenteado. Provavelmente porque não vivo no Projac. Pois os personagens de novela sempre acordam arrumados, prontos para entrar em cena. As mulheres, aliás, já acordam maquiadas, algumas até com colares e badulaques típicos do gênero.

Apenas uma overdose de laquê seria capaz de manter alguns penteados durante toda noite de sono.

Personagem de novela dormindo

Baton e rimel para dormir? 

 

2. Ninguém sabe quem é seu pai

DNA
A cadeia de DNA acabou com a farça de muitas mamães noveleiras.

Entra ano e sai ano e não passa uma única novela que todos os personagens sejam mesmo filhos dos supostos pais. Enfim, no mundo fictício da Globo a paternidade é uma coisa muito incerta. Seria conveniente, inclusive, alertar os pais antecipadamente e exigir o exame de DNA antes do registro civil. Milhares de páginas de folhetim seriam salvas com esse procedimento.

De toda forma, imagino que as personagens de novela estejam entre as mulheres mais infiéis do universo.

 

3. Não existe classe média

Justiça seja feita, as novelas revelam o abismo social brasileiro. Nelas, há sempre dois grupos bem definidos. Os ricos e os pobres. Infelizmente, há muito pouco, ou nada, no meio.

A classe média, quando surge, aparece só como figurante. Quase uma concessão. É a professora particular de alguém do núcleo rico ou a mãe de alguém que “chegou lá”. Ainda assim, é uma classe média que tem dinheiro para comprar carro importado e morar no Leblon.

 

Personagem de novela dirigindo

Típica perua de classe média, dirigindo seu carro quase popular.

 

4. Todo brasileiro fala italiano

 

Tony Ramos exibindo seu carrão.

Tony Ramos é o principal representante do do idioma italianês.

Talvez você não tenha notado, mas já sabe falar italiano, sem nenhum estudo. Basta conviver alguns minutos na Itália que a língua brota, quase que naturalmente. A receita é acrescentar algumas poucas palavras ao vocabulário, que o português se transforma em italiano. O fenômeno deve ser explicado pelo excesso de exposição do povo brasileiro às novelas de imigrantes.

Aliás, o italianês já deve ser língua oficial de algum país imaginário.

 

5. Teletransporte é possível

A internacionalização das novelas globais veio associada a outra invenção. O teletransporte. Está é a única explicação para viagens internacionais instantâneas retratadas na TV.

Seja na Índia, no Marrocos ou na Itália, o outro lado do mundo fica logo ali. Sempre há disponibilidade imediata de vôos intercontinentais. E melhor, nada de atrasos em aeroportos ou conexões demoradas. Ir daqui para a Ásia é tão fácil quando dar pegar uma ponte-aérea Rio/São Paulo. Aliás, lembrando a última crise aérea, é mais fácil…

Brundle Mosca

Para quem não conhece, esse é Brundle “Mosca”, pioneiro no ramo de teletransportes.

 

Em que pesem os comentários acima, este blog ainda pretende emplacar um sucesso que lhe valha uma vaga na novela das oito e ser alavancado para a categoria de webhit.

3
ago

Os 5 personagens mais chapados do universo nerd

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 3 de agosto de 2010, Tags: , , ,

Dando continuídade ao nosso programa de calúnias infundadas teorias conspiratórias, o Estado Crônico elaborou a lista dos personagens mais doidos, do cinema, TV e games.

Eles até tentam esconder, mas seu comportamento acaba entregando que, às escondidas, dão um tapa na pantera. Seja com uma erva ou um cogumelo, tudo termina em uma viagem bacana.

1. Gandalf, o cinzento

Gandalf, concentrado com seu cachimbo.

Muito antes de o mundo ser mundo, Gandalf já andava por aí, ostentando seu glorioso cachimbo e fazendo anéis de fumaça coloridos. A qualidade do fumo do magos de Senhor dos Anéis é tão boa que sua chegada era sempre celebrada no Condado. Juntos, mago e hobbits podiam passar horas à beira de uma fogueira, batendo aquele papo bacana, mandando um lance maneiro, sobre dragões, elfos e anões.

Aliás, Gandalf é tão chegado em uma viagem, que levou a turma em um trip louca pelas Terras Médias.

 

2. Mestre Yoda

Os fãs de Star Wars (entre eles eu) que me perdoem, mas só o uso excessivo de entorpecentes explica o comportamento de Yoda no Episódio V – O Império Contra-ataca.

Se antes da queda da República, o mestre Jidi era um referencial de ponderação, a ascensão do Império levou Yoda a uma mudança súbita de comportamento. Em seu exílio em Dagobah, Yoda aparece com outra personalidade, ligeiramente insano, normalmente envolvido em uma fumaça suspeitíssima e falando por frases ainda mais desconexas.

Sim, muito estranho o comportamento do mestre é.

Yoda, numa boa, mandando um lance com Luke.

 

3. Salsicha

Acho que alguém tá em uma bad trip

A maioria das pessoas se contenta em falar com animais. Mas só Salsicha fala  e escuta ele respondendo. Conversar com o cachorro é habilidade exclusiva de seu melhor amigo, não acompanhada nem mesmo resto da turma. Prova inconteste de que seus neurônios foram para as cucuias faz tempo. O estado alucinógenode Salsicha é tão grande, que suspeito até da veracidade dos fantasmas vistos pela dupla.

Para acrescentar, Salsicha vive com fome, em uma infindável larica e cultiva com carinho uma Kombi florida, representante típica da Era de Aquárius.

 

4. Gargamel

Imagine-se sentando em uma relva, cercado de cogumelos. De repente, ao fundo, você escuta Lucy In The Sky With Diamond uma musiquinha. “Lá, lá, lalá, lalá, lalalalá…”

Depois disso, duas dezenas de humanoides azuis, vestindo apenas um short e um capuz, aparecem surgidos do meio do mato.

Pois bem, os Smurfs não apenas são uma alucinação de Gargamel. Eles são o resultado de uma viagem forte de chá de cogumelo. Os mesmos cogumelos ondem moram, diga-se de passagem.

E o gato Cruel? Só catnip explica…

Explica para ele que os caras azuis são só nóia. 

 

5. Super Mário

Com esses olhos enormes...

Depois de Gargamel, a onda de alucinógenos invadiu os games. E Mario foi o primeiro a adotar.

O herói da Nintendo vive em um mundo onde tartarugas voam e flores cospem fogo. Claro, que todos esses elementos são afeitos do excesso de cogumelos ingeridos pelo encanador.

Aliás, esse ótimo quadrinho explica a verdadeira história de Mário.

Claro, a lista acima merece alguma inclusões. Snarf, por exemplo, era um ótimo canditato, mas acho que vou deixar os Thundercats em paz, por algum tempo.

Não faz sentido, nós, no alto de nossos 5 títulos mundiais, nos preocuparmos tanto com um time menor como o argentino. No entanto, torcer contra nuestros hermanos é o segundo esporte predileto dos brasileiros.

Mas temos nossos motivos, conforme nos mostra a lista das 5 razões para torcer contra a Argentina.

1. Maradona


É muito difícil para minha cabeça brasileira entender como os argentinos gostam do Maradona. Certo, ele ganhou uma Copa do Mundo para a Argentina, mas até aí o Romário ganhou uma para o Brasil e nem por isso virou uma divindade por aqui.

O “craque” argentino é um péssimo exemplo, em quase todos os campos (com trocadilho). Já se envolveu em tudo de ruim, como drogas e um ditador, e sua incontrolável boca bobagenta só não é maior que sua pança enorme e seu ego inflado pela inexplicável adoração popular.

Se os heróis dizem muito sobre o povo, a Argentina começou com o pé esquerdo (ou a mão?)

Maradona, fumando seu habitual cubano, com pose de atleta.

2.O Cabelo

Cabelos ao vento, mas o odor...

Cabelo de jogador de futebol já não é um exemplo de beleza. Mas os argentinos fazem de tudo para tornar os jogares de outras seleções modelos de propaganda de xampu.

Além de servir para irritar visualmente o adversário, o típico cabelo argentino, comprido, com rabinho, preso por um arco, tem por objetivo causar desconforto com o odor de gato molhado, emanado pela cabeleira depois de 10 minutos de jogo.

3. Paixão pelo sofrimento


Como gostam de sofrer esses argentinos! São tão dramáticos que elegeram o tango como um símbolo nacional.

Mas a maior demonstração da paixão argentina pelo sofrimento é sua insistência em gostar tanto de futebol. Há anos que não ganham uma Copa do Mundo e amargam derrotas históricas contra seus arqui-rivais, nós, brasileiros.

Já é hora de eles passarem a torcer pelo campeonato mundial de tango, competição que teriam melhores chances. Depois dizem que botafoguense ou corintiano gosta de sofrer…

Argentinos, após uma gloriosa derrota.

4. Marra argentina

O famoso gol ilegal de Maradona, repetido pelos legos.

O Galvão Bueno chama de catimba. Eu chamo de falta de educação mesmo. A verdade é que os argentinos não prezam pelo jogo limpo. Basta apertar um pouco que começam as faltas criminosas, os xingamentos ao pé-de-ouvido e as ofensas pessoais aos jogadores adversários.

Pior que os argentinos se gabam dessa falha de caráter e gostam de lembrar-se da “mão de Deus” de Maradona ou o episódio das águas batizadas, no jogo contra o Brasil na Copa de 1990.

5. Proximidade geográfica

Talvez esta seja a pior característica dos argentinos. Provavelmente existe mais uma meia dúzia de países tão ou mais desagradáveis. Mas eles estão longe, além mar, muito fora de nossos olhos. No entanto, a Argentina, para azar deles e nosso, está colada no Brasil e é nosso país irmão. E, existe irmão que não briga?

Pois bem, para nós, a única opção é torrar a paciência dos argentinos a cada jogo de futebol, já que não podem optar pela indiferença.

Fronteira Brasil x Argentina

Claro que a lista acima não é exaustiva e já fica o convite para os acréscimos nos comentários.

Todavia, si usted es argentino, haga tambien sus comentarios abajo. Estoy seguro que a nosotros, brasileños, nos vá a agradar mucho sus opiniones!

“O zagueiro evitou o gol olímpico e a torcida foi ao delírio! O chute de trivela teria resultado em um fantástico gol de placa.” Conhecemos essas expressões, mas, e sua origem? Copa do Mundo a pleno vapor, chegou a hora de ver a curiosa origem sobre algumas expressões usadas pelos nossos locutores de futebol, muitas das quais já ganharam nosso cotidiano.

 

Gol Olímpico

No início, o gol marcado direto do escanteio não era considerado válido no futebol.

Em 1924, a FIFA alterou as regras, para validar o gol feito pelo cobrador do escanteio. Em outubro do mesmo ano, a Argentina venceu o Uruguai em um amistoso, por 2 x 1. Na partida, o argentino Cesáreo Onzari marcou um gol olímpico.

A expressão passou a ser usada pelos argentinos para ironizar os uruguaios, então campeões olímpicos e,  a partir de então ganhou o continente e acabou aterrisando no Brasil.

Estado Crônico: crônicas engraçadas e textos divertidos.
A rara imagem do gol olímpico, marcado pelo argentino Cesário Onzari.  

 

Gol de Placa

Foto da placa do Maracanã não deixa dúvida. O gol de Pelé cunhou a expressão "de placa". A placa do Maracanã não deixa dúvidas. O gol de Pelé cunhou a expressão "de placa".

Talvez essa seja a história mais famosa da etimologia do futebol. Segundo consta, a expressão foi cunhada após uma partida disputada entre Santos e Fluminense, no Maracanã, em 5 de março de 1961, vencida pelos santitas por 3 x 1. No jogo, Pelé marcou um gol tão fantástico que Joelmir Betting, então jornalista esportivo, solicitou ao jornal “O Esporte” que encomendasse uma placa para ser fixada no saguão do estádio, em homenagem ao feito.

A partir de então, a expressão entrou para o vocabulário futibolístico como sinônimo de gol bonito.

 

Torcedor

É bem curiosa a utilização da palavra torcedor para designar quem apoia um time. O jornalista Luiz Mendes, em uma entrevista, contou que a expressão foi cunhada pelo cronista Coelho Neto, no início do século XX, em referência às mulheres elegantes que acompanham os jogos do Fluminense e, ansiosas, torciam as luvas ao ver os lances de seu time.

A palavra passou, assim, a denominar quem apoia um time. Mais tarde, o termo se expandiu para outros esportes e hoje, temos 190 millhões de torcedores no Brasil.

 Teriam as luvas femininas originado a expressão “torcedor”?

Teriam as luvas femininas originado a expressão “torcedor”?

 

Zagueiro

Estado Crônico: crônicas engraçadas e textos divertidos.
Soldados marchando e o 4x3x3, ninguém imagina, mas a relação é clara.

A palavra zagueiro é originária do termo zaga, para definir o jogador que trabalha atrás, na defesa da equipe. Todavia, no português, a palavra zaga está associada, exclusivamente, ao futebol.

No entanto, o termo se originou da palavra espanhola zaga, que define a parte detrás de alguma coisa ou, ainda mais precisamente, a última linha de uma tropa em marcha.

 

Trivela

Estado Crônico: textos divertidos e crônicas engraçadas.
Uma bela fivela, que pode ter originado o termo trivela.  

Antes, vamos esclarecer o que é trivila para os leitores menos adoradores de futebol. Segundo o Houaiss, trivela é “chute de curva, com efeito, desferido com o lado do pé”. A origem do termo é bem obscura.

Segundo a pesquisa realizada pelos redatores do Estado Crônico, a origem do termo está associada à palavra fivela. Segundo o site Ciberdúvidas da língua portuguesa, era hábito, na região da cidade portuguesa do Porto, chamar as fivelas dos sapatos de trivelas. Adivinhem onde ficavam as tais trivelas nos sapatos? No peito do pé, exatamente onde a bola bate para dar o tal efeito no chute de trivela.

Não sei se está correto, mas é uma ótima explicação.

 

Conhece origem de alguma expressão que não esta aí ou tem alguma correção a fazer? Deixe seu recado nos comentários!

31
mai

5 fatos bizarros do universo Disney

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 31 de maio de 2010, Tags: , , , ,

Frequentemente vejo por aí listas de fatos bizarros da cultura pop. Então, resolvi dividir com meus leitores imaginários algumas das questões inexplicáveis do universo Disney, que me perseguem desde a infância. E quem sabe reduzir um pouco a seriedade cronica desse blog, pelo menos por um post?

1. Por que o Pato Donald tem vergonha de ficar pelado?

Pato Donald pelado

Nosso querido Pato Donald não usa uma roupa das mais convencionais. Anda por aí apenas com uma camisa de marinheiro e pelado da cintura para baixo. Estranhamente, quando tira a camisa, Donald se envergonha e cobre suas partes com as mãos!

Estranho, pois, quando está pelado, o pato esconde exatamente o que exibe o tempo todo.

 

2. De onde saem tantos sobrinhos? (ou “Como nascem os patos?”)

Eis uma das maiores dúvidas que me assolaram na infância. Pato Donald é sobrinho de Tio Patinhas. Huginho, Zezinho e Luizinho, por sua vez, são todos sobrinhos de Donald. Mas, onde estão os pais dessas criaturas todas? E os irmãos?

Isso certamente dá um novo sentido ao termo “filhos de chocadeira”.

Escoteiros mirins

 

3. Patos devem comer aves?

Pato Donald com problemas para colocar o peru no forno!

Sei que no mundo selvagem o canibalismo não é nenhum problema. Por outro lado, para os vegetarianos, comer carne é uma tremenda falta de civilidade.

De toda forma, se eu fosse um pato falante, possuisse um primo papagaio e um amigo pardal, ficaria extremamente desconfortável de comer o peru assado no natal ou mesmo aquele franguinho de domingo.

 

4. Relacionamentos amorosos entre espécies diferentes funcionam?

Aí está um bom roteiro para uma comédia romântica. Um cachorro conhece uma vaca, mas seu amor parece impossível, pois ela já tem um namoradinho touro. Mas a paixão fala mais alto e eles terminam juntos.

Achou estranho? Pois é exatamente isso que acontece na relação entre Pateta e Clarabela. A vaca (no bom sentido) era namorada de Horácio, mas terminou como paixão do grande amigo de Mickey.

Vem aqui, que agora eu to mandando, vem meu cachorrinho...

 

5. Cachorro, o melhor amigo do rato?

Cadê minha coleira?

Veja se essa situação não é confusa. Pluto é um cachorro, mas seu dono é um rato. O melhor amigo do rato é outro cachorro, o Pateta.

A diferença entre os dois cachorros? Um fala e consegue até namorar uma vaca! O outro, coitado, não fala e por isso, está fadado a ser um mero animal de estimação, em um mundo onde quase todos animais são civilizados.

 

Bom, espero que vocês possam contribuir para a solução dos mistérios aí nos comentários!