Arquivo de ‘Blog para ele mesmo’ Category

4
abr

Cara nova

   Postado por Carlos Goettenauer

Como vocês, meus fiéis leitores imaginários, podem perceber o Estado Crônico mudou de cara. Depois de quase um ano com um layout que achei por aí, tive que fazer as alterações que vocë pode ver agora.

O layout antigo, embora muito bacaninha, não estava mais funcionando direito e impedia a inclusão de várias funcionalidades importantes, como a indicação de posts relacionados. Aliás, o formulários para inclusão de comentários também não abria. Por isso meus leitores são tão quietinhos!

Tudo bem, sei que ainda não está tudo muito lindo, mas, é o melhor que consegui fazer. Gostaria de deixar o Estado Crônico com cara de Blog sério e depressivo. Mas não consigo…
20
out

Essas pessoas e seus blogs maravilhosos

   Postado por Carlos Goettenauer

Pensei muito antes de fazer um blog. Estudei a formatação, calculei o número de visitas e imaginei, sob vários aspectos, no que essa aventura me levaria.
Então, depois de ter pensado muito e já ter blogado por alguns meses, revisitei o blog de minha amiga, o Dicção. Todas minhas certezas foram por terra. As várias análises de curvas de visitas trazidas pelo Google eram completamente inúteis diante da sinceridade daqueles escritos. Letras coloridas, uma única imagem no título, tudo diferente de meu ideal. Que se separe qualquer um dos post escritos ali e ele terá mais relavância do que tudo que escrevi.
Claro, com o susto, vêm as reflexões. Para que mesmo eu tenho um blog? Tornar-me famoso, ganhar dinheiro, estourar em algum dos absurdos estouros da mídia? Certamente, nada disso. Tenho um blog para lembrar-me de mim mesmo. Se, por acaso, qualquer coisa que eu escrevo aqui venha a ter utilidade para mais alguém, ótimo. Se não, problema do meu bom leitor imaginário, sempre reclamando do que escrevo.
Doravante, terei um blog mais sincero e menos preocupado. O Estado Crônico entra no 3º estágio.

27
set

Nasce um novo blog

   Postado por Carlos Goettenauer

Não é de hoje que todos sabem do enorme sucesso de publico e crítica do Estado Crônico. A grande legião de leitores imaginários que freqüentam este blog, todavia, sempre tiveram uma queixa. O excesso de posts sobre os Beatles.

Pois então, depois de algum tempo de trabalho, o Estado Crônico deu filhote. Nasceu o Beatlelogia, um blog exclusivamente dedicado à maior banda de todos os tempos. A idéia não é nova. Não sei ainda onde vai dar a aventura.

Com isso, o Estado Crônico toma uma nova feição e passa a ter mais cara de blog pessoal. Mas podem ficar tranqüilos, que por falta de assunto isso aqui não acaba!

Antes de ver pessoas mortas, em Sexto Sentido, Haley Joel Osment enxergava um amigo imaginário em um filme chamado Bogus. Parece que a capacidade alucinógena do menino cresceu com o tempo e suas visões passaram de apenas um amiginho imaginário, coisa que toda criança tem (eu tive, pelo menos), para uma trupe de fantasmas mutilados. Acho que o mesmo caso vem se dado comigo.

Quando eu escrevi sobre a crise existencial desse blog, afirmei que ele não tinha leitores. Bom, isso era uma meia verdade, porque o blog sempre foi freqüentado pelos meus leitores imaginários. Eles, interessadíssimos, visitavam meus escritos, clicavam em links, até assinavam o feed RSS. Não me incomodava o fato de meus únicos leitores serem fruto da minha imaginação fértil. Na verdade, as palavras, que você leitor agora lê, são criadas na minha mente e, nem por isso, têm uma existência menos digna. Era até conveniente um grupo de leitores imaginários. Eles não corrigem meus textos, não reclamam que eu escrevo demais sobre Beatles, tampouco discutem nos comentários e trocam palavras ofensivas.

O problema surgiu quando apareceu um comentário. Em um primeiro momento fiquei preocupado. Teria meu blog recebido uma visita? Imaginei que isso fosse possível, por total acaso das forças da natureza, que, em seu capricho, teriam criado um campo eletromagnético e desviado para o Estado Crônico alguém que clicou em um link para baixar o último episódio de Lost. Tudo isso ocorrendo no futuro, mas com conseqüências no passado.

Imaginem só, um visitante do blog! Isto tornaria o ato de escrever muito mais assustador, porque, de repente, alguém estaria, efetivamente, lendo o que escrevi. Minha idéias teriam que se censuradas a partir daí. Seria como descobrir que existe uma câmera dentro do banheiro de casa… Há anos!

Lógico que esse medo durou pouco. Refleti melhor e percebi que, por óbvio, o comentário no meu blog só poderia ser fruto de minha imaginação. Por que não? Meus leitores imaginários, sabe-se lá como, passaram a postar comentários, que eu imagino ler. Tudo um grande delírio.

Fiquei mais feliz assim e passei a comemorar. Se o Marcelo Tas comemora os cem mil comentários em seu Blog, eu comemoro meu comentário único e imaginário. De todo, estou contente que meus leitores imaginários tenham dado início a era da interatividade no Estado Crônico. Feliz, mas com medo de ir à cozinha à noite.

18
jul

Technorati, olha aqui

   Postado por Carlos Goettenauer

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16
jul

Agora, dividindo tudo!

   Postado por Carlos Goettenauer

Notícia boa para todos meus assíduos leitores.

Para quem não conhece (existe alguém?), o Google possui um serviço agregador de notícias RSS, conhecido como Google Reader. Utilizo o serviço há algum tempo e sou absolutamente viciado em ler as toneladas de notícias que chegam, quase que todo minuto. Os temas? Os mais variados possíveis. Desde notícias sobre tênis, passando por literatura, até os blogs mais nerds da Net. Para ter uma idéia, segundo o serviço, li mais de 2000 postagens em blogs nos últimos 30 dias.

Uma das coisas mais bacanas do Google Reader é poder compartilhar suas leituras, com comentários. Todavia, o compartilhamento ficava, na prática, limitado aos usuários do serviço autorizados a ler suas notícias compartilhadas.

Recentemente vi um blog que continha as leituras compartilhadas do autor em uma das caixinhas laterais. Corri muito atrás disso, mas não achei. Ontem, para minha total surpresa, o Google me deu de bandeja a dica de como incluir meus itens compartilhados aqui no Blog. Creio que a solução estava sob meu nariz o tempo todo.

Portanto, a partir de agora, todos leitores imaginários do Estado Crônico podem ler as mesmas coisas que li, bastando olhar na caixinha aí do lado. Se estiverem realmente curiosos, podem, inclusive, ler meus comentários sobre as notícias

È mais um motivo para os leitores imaginários freqüentarem o Estado Crônico mesmo quando não há novos posts! Somado ao Twitter, a novidade tornará o Estado Crônico mais dinâmico.

Eita Blog bom esse. Só falta leitor e postagem!

22
jun

Um blog em crise existencial

   Postado por Carlos Goettenauer Tags: , ,


Se uma árvore cai em uma floresta, sem que exista alguém para testemunhar a queda, ela faz algum barulho?

A questão existencial acima foi proposta com fundamento na teoria filosófica do idealismo subjetivo. Seu criador, George Berkeley, afirmava que “esse est percipi”, ou seja, existir é ser percebido. Longe de uma resposta tranqüila, a pergunta trás o questionamento sobre a possibilidade de existência além da percepção sensorial.

Ora, deveria ler blogs esse tal George Berkeley. Pois, se um blog não é lido, a rigor, ele existe? Claro, para seu criador ele existe, mas não como blog e sim um apanhado de textos, declamados ao vazio. Não passa de um caderno de anotações, com folhas amarelas.

Creio, assim, que o presente blog sofra de crise existencial, pois, simplesmente, não tem leitores e dificilmente os terá. Pelo menos, é o que me informa o Google Analytics, que conta fielmente as visitas a essa página.

Logo quando iniciei a nova fase do “Estado Crônico”, fui surpreendido pela pergunta “esse blog é de quê?”. Bom, pensei em alguma resposta boa o suficiente, tracei até alguma idéia, mas cheguei à conclusão que, diante de meus múltiplos interesses, jamais conseguiria fazer algum blog sobre apenas um assunto, rigorosamente delimitado.

Todavia, sem um tema, alguma definição clara de objetivos, o blog não tem leitores e, sem leitores, ele não existe. Portanto, voltamos à estaca inicial. Um blog sobre tudo é um blog sobre nada e, assim, um não-blog.

Diante do dilema, só resta algumas possibilidades. A primeira, facilitar o acesso aos temas pelas categorias e permitir que meus leitores imaginários acessem as crônicas e os posts sobre Beatles, games, modelismo, ou qualquer assunto que me venha à cabeça falar. Assim, posso torcer para que algum dia, por sorte, alguém esbarre no “Estado Crônico” por uma busca no Google e termine por se encantar com minhas idéias.

A segunda possibilidade é mais radical. Relegar o blog ao ostracismo e a condição de não-blog. Ainda assim, talvez algum dia o blog cumpra alguma utilidade, como um registro das idéias que me ocorriam em um passado distante. Afinal, acho que um blog, é, no fim, uma forma de perenizar idéias.

Em tempo, a pergunta da árvore não comporta, na minha opinião, uma única resposta. Se você entender que barulho é a vibração sonora percebida pelos ouvidos, a queda secreta da árvore realmente será silenciosa. Todavia, se você entender que o barulho é apenas a onda mecânica propagada pela matéria, então, a árvore provavelmente fará barulho. Tudo depende, como sempre, do ponto de vista.

23
nov

Tomba a árvore que fará o papel

   Postado por Carlos Goettenauer

Fosse este Blog algum texto impresso, eu diria que tombou hoje a árvore que fará a primeira página.

Ainda não há Estado Crônico, há um proto Estado Crônico.

Haverá muito antes de qualquer início.

23
nov

Quem sabe um dia…

   Postado por Carlos Goettenauer

Vou ser sincero.

Não garanto que haverá um blog escrito por mim.

Mas, ao menos, há a promessa de um dia escrever alguma coisa. Portanto, pode-se aguardar.