Arquivo de ‘Blog para ele mesmo’ Category

29
jun

Dever de casa

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 29 de junho de 2012, Tags: ,

Dever de casaSerá com grande surpresa que o leitor imaginário receberá a informação a seguir. Aliás, eu mesmo a recebi com quase descrença. Mas, por mais estranho e improvável que pareça, descobri que os textos do Estado Crônico são usados em salas-de-aula. Mais. São usados como apoio pedagógico. Não se trata apenas de material de recorte para colagens surrealistas do primeiro ano fundamental.

Ao que parece, os textos freqüentam a sala de aula com dignidade de obras literárias. São dissecados pelos alunos, cujo trabalho é vasculhar as entrelinhas em busca de algum sentido para os textos. Ou, quem sabe, construir com eles a compreensão de algum estilo literário perdido do passado. Nos dois casos, tenho certeza que a situação dos alunos deve ser bem difícil. Imaginem, tentar algum significado nos textos. Algo digno de perder os cabelos.

Seja lá o que for o trabalho deles, fico muitíssimo feliz com a notícia. É uma daquelas coisas que contarei para minha mãe, orgulhoso. Talvez até ganhe um “parabéns meu filho”. Enfim, diante do fato, achei conveniente facilitar a vida dos professores e, deixar, eventualmente, algumas perguntas prontas para que ajudar nos trabalhos escolares.

O gabarito, claro, não será revelado por mim. Até porque eu não sei mesmo a resposta das perguntas.

E, assim, vai a primeira questão para o dever de casa:

  • No texto No Metrô III, onde está o eu(no caso eu mesmo)-poético(no caso, crônico)?
  • No mesmo texto, como você interpreta a personagem Penélope e seu tricô?
  • O autor do texto faz três referências às cores. Quais são elas e como se relacionam?

Respostas com cartinhas à redação. Quem errar ganha dez.

24
fev

There and back again

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 24 de fevereiro de 2012,

Não foi sem algum pesar que este escriba fechou a porta da redação do Estado Crônico, há quase um mês, com o conhecimento que, pela primeira vez desde a inauguração, deixaria o espaço sem texto por muito tempo. Vi, de relance, a cabecinha de múltiplos leitores imaginários, com enormes olhos de Gato-de-Botas, quase aos prantos pela orfandade temporária.

Mas, prezados, foi necessário.

Não parei de escrever no último mês como algum místico misterioso de programa vespertino com necessidade de “dar um tempo para mim”. Seria uma imensa bobagem, pois escrevo aqui, na maior parte do tempo, para vocês leitores. Todavia, escrevo o tempo todo para mim. Em última análise, sou eu meu primeiro e principal leitor. E, acreditem, o mais interessado de todos.

Poderia, claro, inventar uma série de motivos para a ausência. Viajei para algum lugar inóspito. Mudei de cidade. Luxei o dedo médio da mão esquerda em uma técnica de voo ainda a ser regulamentada pela ANAC. No entanto, aos poucos os leitores mais atentos às pequenas pistas das entrelinhas perceberão os verdadeiros motivos. Aos mais desatentos também haverá alguns sinais mais evidentes. Provavelmente errados.

Portanto, independentemente de qualquer explicação, retornei à redação do Estado Crônico. Ao chegar, temia que uma grande avalanche de cartinhas à redação, com queixas sobre a ausência do cronista, emperrasse a porta. Não foi assim. Mas sei que vocês estavam aí, do outro lado da tela, esperando algum texto. Ou talvez não.

8
jul

Mudando de ideia

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 8 de julho de 2011, Tags: , ,

Noite Estrelada - Vincent Van Gogh

A inteligência de Touro sabe que a mudança constante de trabalho, idéias, opiniões e objetivos não só impede que uma pessoa consiga realizar-se, como também impossibilita a manutenção de suas conquistas.

(Fonte: Porto do céu)

Mudar de idéia nunca foi um exercício fácil para mim, e, talvez por isso, por muito tempo vivi tranqüilo no meu ceticismo com relação à astrologia. Mas confesso certo arrependimento da teimosia em minha opinião. Pois, como se pode retirar da trecho acima, como taurino que sou, bastaria uma rápida consulta ao mapa astral para perceber que minha convicta descrença na força das estrelas era fruto de sua própria eficiência. Um paradoxo incrível. Ou duvido dos astros e, desta forma, provo sua correção. Ou acredito neles e, ao contrário, provo seu equívoco.

Preso nesta armadilha astrológica, tenho desenvolvido mecanismos para mudar de idéia. Algo que, se é complicado para um taurino, é ainda mais difícil para um taurino que mantém um blog e escreve, com certa periodicidade, cada um dos pensamentos malucos que lhe vêm a cabeça. Quando respiro fundo e tento deixar passar alguma reflexão insistente, os textos do passado voltam a me assombrar.

Foi o que aconteceu recentemente. Ressuscitado do além por um leitor imaginário obstinado em descobrir a verdade sobre minha mente desregulada, um texto voltou a me perseguir. Quando o escrevi, foi um sucesso. Bem indexado em um site agregador, o texto que duvidava da masculinidade de alguns personagens teve, até hoje, gloriosas 12.097 visitas.

Seria um sucesso, se eu não tivesse me mudado de idéia com relação a alguns pontos. Nunca foi homofóbico e, muito antes ao contrário, sou a favor de todas as causas que ampliem direitos a qualquer minoria. Talvez por isto mesmo, como um brasileiro que se dá ao direito de criticar o próprio país, mas não tolera críticas dos estrangeiros, considerei-me autorizado a brincar com a sexualidade dos personagens que habitam nosso imaginário e, com isso, desmascarar um pouco da hipocrisia que habita a cabeça de qualquer um, inclusive a minha. Mas hoje acho que errei. Não tinha o direito de fazer do assunto um jogo, principalmente porque, depois de escrito, o texto ganha vida própria e se replica por aí como uma mensagem totalmente diversa da original, que, para ser entendida deveria ser contextualizada aqui, dentro da moldura estranha do Estado Crônico, onde nada é e tudo está ao contrário.

Por esta razão, sem a ajuda dos astros, mudei de idéia e vou retirar o citado texto do ar. E, com isso, aprendo a não duvidar da força das estrelas, mesmo sob o risco de ser engolido pelo paradoxo. A teimosia em excesso só leva ao medo de encarar a mudança como algo que pode trazer mais coerência e tranqüilidade ao espírito. E, se for por bons motivos, os astros vão me perdoar por uma escapadinha aqui e ali na minha incredulidade.

11
mar

Abre a rodinha

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 11 de março de 2011, Tags: , , , , ,

rodinhaViva o leitor imaginário onde viver, tenho certeza que, em qualquer passeio pela região central de sua cidade, poderá testemunhar um aglomeradinho de pessoas, em círculo, olhando curiosas as peripécias desempenhadas algum desses personagens aleatórios das ruas. É a rodinha de curiosos, um fenômeno até agora relegado ao esquecimento pela sociologia, cuja análise merece uma tese de mestrado a ser desenvolvida no botequim mais próximo.

Como assíduo freqüentador do Centro de São Paulo, já tive oportunidade de testemunhar incontáveis rodinhas de curiosos e conclui que há um sem número de temas que impiradores da aglomeração. O mais freqüente, sem dúvida, é a rodinha circense, na qual um performer faz algum truque que encanta os passantes. Já vi a rodinha da mãozinha, onde uma mão boba anda, inexplicavelmente, sozinha pela rua. No mesmo ramo atua o mágico de rua, que tira coelho da cartola no meio da calçada e, em seguida, passa o instrumento de trabalho (a cartola, não o coelho) para a contribuição dos espectadores.

Não menos famosa são as rodinhas musicais. Seu expoente mais tradicional é o grupo de cantores bolivianos interpretando Yesterday na flautinha de bambu, em uma versão que faria Paul McCartney quebrar o sagrado baixo Hofner de raiva. Suspeito que o grupo seja, na verdade, uma franquia administrada em algum vilarejo andino, que se utiliza de túneis subterrâneos para distribuir CDs de “música típica” no centro de qualquer cidade do mundo.

As rodinhas de rua são tão populares que foram um subgênero musical. Por exemplo, ao lado do sertanejo universitário, vem o sertanejo “de rua”, com as mesmas músicas, mas com um instrumental mais pobre. Ainda merece registro o subgênero da rodinha-musical-mirim, com um cantor infantil, que dubla e dança algum astro do momento ou do passado. Eu mesmo já vi Michael Jackson (re)encarnado em uma pobre menino de uns oito anos, incapaz de repetir qualquer passo de dança com alguma dignidade.

Por mais que existam histórias edificais por aí, ninguém está cantando na rua porque é bom, mas “não teve uma chance no mercado”. Assim, as rodinha musicais são sempre irritantes, com aquele som de autofalante de kit multimídia. Perdem na chatisse apenas para a rodinha do fanático religioso, um tipo também bastante comum, constituída de algum pregador que revela a todos a iminência do fim do mundo ou, na vertente oriental, busca convencer o publico a comprar o Bhagavad-gita em uma edição bem acima do preço.

No entanto, independente da temática, há algo que me obriga a sentir empatia com o protagonista colocado ali no centro. Sozinho, ele tenta chamar para sua atividade a atenção de um universo de pessoas desconhecidas, talvez, para ele, também um pouco imaginárias. Pessoas que por acaso encontram aquele aglomerado de gente e param para ouvir o que acontece. E me coloco a perguntar, não seria um blog a forma moderna, talvez mais polida, da rodinha de curiosos?

14
fev

Estado Crônico no Twitter

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 14 de fevereiro de 2011, Tags: ,

Twitter Estado Crônico

O Estado Crônico definitivamente não é um blog com muitos leitores. Mas, não é por falta de opções. Por exemplo, há bastante tempo nosso site está no Twitter. Todavia, existe uma grande confusão entre criatura e criador, ou seja, eu e o próprio site.

Primeiro, existe o twitter do próprio Estado Crônico, fácil, fácil de aprender:

@ecronico

Este perfil twita (este verbo existe?) exclusivamente as atualizações do blog. Assim, saiu algum post novo, lá está ele no Twitter do Estado Crônico. Eventualmente escrevo alguma coisa relacionada ao blog, como um post antigo que tenha se tornado atual ou alguma busca interessante que tenha levado algum visitante a página. Meu objetivo é criar uma maior interatividade com os leitores, mas são tão pouquinhos que nem dá.Winking smile

Mas… Há o meu perfil pessoal:

@cadugoette

Lá escrevo as banalidades habituais sobre a vida, os filmes, o universo e tudo mais. Também twitto as atualizações do blog. Se você é louco suficiente um admirador secreto alguém sem nada para fazer um leitor interessado no autor do blog. Fique à vontade para me seguir.

27
nov

Em breve: Paul McCartney

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 27 de novembro de 2010, Tags: , ,

Calma, são só mais dois dias...

Sei que muitos leitores imaginários devem estar ansiosos para ler sobre o fantástico show de Paul McCartney, no qual este cronista esteve presente.

Infelizmente, meu computador travou no fim do post, coisa que me deixou absolutamente furioso e me fez jogar o notebook pela janela, por motivos técnicos, ainda não consegui publicar minhas impressões, junto às fotos mais fantásticas do show.

Então, peço um pouco mais de paciência aos leitores e deixo apenas uma pequena foto. Na segunda-feira, o post será publicado. Para quem esperou dezessete anos, são apenas mais dois dias.

17
ago

Participe do Estado Crônico

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 17 de agosto de 2010,

caderno Criaturas curiosas são vocês, meus leitores imaginários. Logo quando criei o blog, não havia quase manifestação alguma e eu podia dar vazão a minha criatividade, inventando debates entre os leitores, participações construtivas e até as costumeiras brigas nos comentários. O tempo passou e os leitores imaginários foram aumentando e passaram a ser mais ativos, tomando os comentários com seus acréscimos.

Mas, parece que, para alguns, o campo de comentários, que segue cada post, não é o suficiente. Eles querem tomar a voz e terem seus próprios posts.

Pois bem, o Estado Crônico é um blog de crônicas (surpresa!). E eu não sou pretensioso a ponto de pensar que meus textos são os únicos que podem acrescentar a um espaço que, se é meu, é também de cada um dos leitores.

Assim, a partir de agora, qualquer leitor do Estado Crônico pode participar com suas crônicas aqui no blog. Para tanto, basta encaminhar uma mensagem para leitor@estadocronico.com.br, com o arquivo em anexo ou valer-se da página de Participe do Estado Crônico, logo acima.

O envio do texto não implica, necessariamente, na publicação. Antes de qualquer coisa, vou ler os textos, verificar a adequação com o conteúdo do site e, se for necessário, dar algumas sugestões para o autor. Coloco-me na posição de acreditar que, quem encaminhar o texto, está, indiretamente, autorizando que eu faça minhas críticas prévias.

Agora, aguardo a contribuição dos leitores. Boa sorte e obrigado!

6
jun

O preço do sucesso (?)

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 6 de junho de 2010, Tags: , ,

Blogueiros criminosos se reunem para copiar mais um post do Estado Crônico... Bastou o Estado Crônico ter um post de relativo sucesso para surgirem os primeiros problemas. Graças ao professor Google, consegui achar dois blogs que, descaradamente, copiaram o post sobre os 5 fatos bizarros do universo Disney.

Veja-se que não se trata de uma reprodução, com atribuição de créditos ao verdadeiro autor. Nos dois sites, ocorreu uma cópia completa, com indicação da autoria aos falsos autores! Até as imagens foram direcionadas ao meu endereço. Todavia, sequer um link para o Estado Crônico foi colocado. Enfim, uma lástima.

Não é o caso, tampouco, de pirataria, tão comum na Internet. Não que essa seja menos criminosa. Mas a pirataria mantém os créditos aos verdadeiros autores, e , ainda que de maneira remota, serve para difundir a obra. Nosso ocorrido, tive furtado até mesmo meu direito de ser reconhecido como autor do texto.

Sei que alguns dirão que essas cópias são sinais de sucesso e reconhecimento. Mas não são. Reconhecimento seria, no mínimo, indicar os créditos de autoria do texto, com um link para o site. Lembrei-me do guru Pablo Villaça, que frequentemente sofre com seus textos furtados por outros sites e até mesmo veículos menores de mídia. Agora entendo, na própria pele, sua revolta! Será esse o preço do sucesso na Internet? Vou torcer para que não…

P.S.: Não vou indicar os sites criminos, para não lhes fornecer nenhum pageview.

3
jun

Para quem acompanha o feed RSS

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 3 de junho de 2010,

Enquanto organizava o blog para a mudança, reparei que alguns seguidores ainda utilizam o feed nativo do Blogger. Aliás, tenho que fazer o mea culpa, tendo em vista que eu mesmo compartilhava minhas notícias no Google Reader pelo feed antigo.

Recentemente, ainda percebi que muita gente segue o feed do próprio domínio do Estado Crônico (www.estadocronico.com.br/feed).

Todavia, o endereço correto do RSS do Estado Crônico é:

http://feeds.feedburner.com/EstadoCronico

Este endereço de feed continuou a funcionar depois da migração para o domínio próprio. Os feeds do Feedburner tem mais recursos, como a possibilidade de compatilhar o post diretamente no Google Buzz, ou link direto para os comentários.

Portanto, peço que, por gentileza, quem ainda estiver inscrito no endereço antigo, faça a atualização.

Oportunamente, se você não sabe o que são Feeds RSS, sugiro a leitura da Wikipedia, que esclarece com precisão. Vale a pena, ainda, assinar o serviço pelo Google Reader, um agregador de RSS Feeds on-line da melhor qualidade. Quem usar o serviço do Google Reader, pode se tornar meu amigo e compartilhar as leituras. Basta visitar meu perfil.

9
mai

Bem vindos!

   Postado por Carlos Goettenauer na data de 9 de maio de 2010,

Olá leitores imaginários!

Esta é a nova casa do Estado Crônico. Espero que vocês gostem.

Por favor, sintam-se à vontade para fazer as críticas necessárias. E, acima de tudo, sejam bem vindos!