Dunga, a esfinge
Dunga, no melhor estilo “decifra-me ou devoro-te”.
Há quase três anos, tive a oportunidade de acompanhar, no Morumbi, o jogo entre Brasil e Uruguai pelas eliminatórias da Copa de 2010. Apesar da vitória e da campanha campeã na Copa América de 2007, o estádio, ao fim do segundo tempo, gritava “Fora Dunga” em uníssono. Desde então, tenho tentado desvendar porque o técnico com o histórico de conquistas tão sólido, jamais ganhou a simpatia do torcedor.
Como técnico, Dunga ainda amarga poucas derrotas (que assim permaneça). Mas como jogador, ele perdeu uma Copa, ganhou uma Copa e perdeu outra. E como todo mundo que perde, Dunga detesta ter que se explicar.
Sem uma voz legítima, Dunga passou a ser interpretado pelos grandes “especialistas” do futebol. Na ausência de discurso oficial, restou à imprensa traduzir o técnico à massa. Assim, Dunga passou a ser julgado pela versão da “mídia especializada”, notoriamente antipática ao técnico. O público, como sempre, apenas repetiu o que foi ensinado.
Mas, a que veio Dunga? Não sabemos ainda. Mas é certo que o grande projeto de Dunga entra em sua fase final em algumas horas. A partir de então vamos saber o que esconde essa que parece ser, até agora, a face mais séria da seleção brasileira.
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