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Filme: Amor sem escalas

   Postado por: Carlos Goettenauer em Cinema, Filmes de 2010

“Quanto pesa sua vida? Imagine-se, por um segundo, carregando uma mochila. Eu quero que você coloque lá tudo que você tem em sua vida. Comece com as pequenas coisas. As estantes, as cômodas, as quinquilharias (…) Então, você adiciona as pessoas em quem você confia seus segredos mais íntimos. Seus irmãos e irmãos, seus filhos, seus pais e por fim seu marido, esposa, namorado ou namorada. Coloque-os na mochila, sinta o peso da mala. Não se engane, seus relacionamentos são os artigos mais pesados de sua vida.(…) Enquanto mais devagar nos movemos, mais rápidos rápido morremos.  Não se engane, viver é mover-se.”

As palavras acima não são minhas, infelizmente. Seu “autor” é o Ryan Bingham, o protagonista vivido por George Clooney em Amor sem escalas. O intrigante personagem é um executivo cuja profissão é demitir funcionários de empresas que passam por reestruturações, comuns nos últimos anos. Sua vida se resume a voar, de um canto a outro dos EUA, sem estabelecer relações pessoais. Tudo muda quando uma jovem funcionária cria um método de realizar o serviço sujo à distancia, demitindo os empregados por meio de vídeo conferência. A novidade é aceita com ressalvas pelo chefe de Ryan, que o obriga a viajar, a partir de então, com a jovem colega.

Apesar da obviedade aparente da situação acima descrita, o filme escapa da previsibilidade e desenvolve seu questionamento sobre o real valor das relações interpessoais. Todos os clichês sobre “relacionamento” estão no filme. A impessoalidade no trabalho, as relações familiares vazias, a importância (ou não) de estabelecer algum vínculo com que se ama ou, de maneira quase disfarçada, o valor da amizade. Mas os clichês não aparecem para serem revisitados. Ao contrário, surgem como clichês, descascados e esvaziados.

Não espere encontrar respostas em Amor sem escalas. O bom espectador vai sair da projeção com mais questionamentos e menos certezas. Especialmente por isso, o filme é excepcional. 5 estrelinhas em 5.

P.S.: O título em português do filme, Amor sem escalas, é quase um estelionato. Não se trata de uma comédia romântica, leve e facilmente digerível.

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Este artigo foi postado em 29 de abril de 2010 às 9:35 pm e está classificado em Cinema, Filmes de 2010. Você pode acompanhar os comentários ao post no feed RSS. Deixe um comentário ou trackback no seu website.

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Um comentário

Ana Luiza
 1 

Tenho que discordar… o filme é 4 em 5 estrelinhas… Para nota máxima, o personagem não se apaixonaria pela moçinha má…

30 de abril de 2010 às 1:37 pm

One Trackback/Ping

  1. bestblogsbrasil.com.br    22 de maio de 2010 / 6pm:

    Amor sem escalas…

    Breve crítica do filme Amor sem escalas, um dos concorrentes ao Oscar 2010 de melhor filme, lançado esta semana na locadoras….

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